Resenha: Overload Music Fest – Carioca Club, São Paulo - 04/09/2016

Por Rogerio Talarico

Domingo, dia 04 de setembro e mais uma edição do Overload Music Fest aconteceu em São Paulo. Nesta 3ª Edição, a produtora carioca Overload trouxe para o cast do festival 4 consagrados nomes da música alternativa mundial, sendo o exímio vocalista da Anathema Vincent Cavanagh, os brasileiros do Labirinto, os franceses do Alcest e encabeçando o festival, a banda sueca Katatonia.

O público ainda estava entrando no local quando, pontualmente às 16h30min, Vincent Cavanagh entrou com seu violão no palco do Carioca Club. O vocalista iniciou seu set acústico com a bela “Fragile Dreams”. Vincent que normalmente pouco fala em seus shows estava bem comunicativo e até trocou palavras em português com seu público. Seguindo sua apresentação, tocou petardos de sua carreira no Anathema como a sombria “Deep”, e até mesmo uma diferente versão de “Untouchable part 1”. O ponto forte do show foi quando Cavanagh iniciou “Angelica”, música que foi pedida à plenos pulmões pelo público desde sua entrada. O marcante vocalista encerrou sua participação no festival ovacionado, após 40 minutos de show com sua versão de “Distant Satellites”, música contida no homônimo último lançamento do Anathema.

Entre um show e outro, o público pôde acessar uma segunda área dentro do Carioca Club que possuía vendas de livros (e também espaço para meet & greet com a banda Alcest, uma das atrações do festival), uma lojinha de posters e CD´s, área com merchandise do evento à venda, bar e até mesmo venda de hamburguers caseiros, dando ao público opção e alimentação à um preço bastante acessível, algo inovador num evento em casa fechada.

Às 17h30min, os paulistanos do Labirinto subiram ao palco do Carioca Club. Com seu som experimental, a banda que não possui vocalista subiu ao palco com seu denso metal e foram muito bem recepcionados pelo público, que provavelmente já conhece o seu som pois tocaram na edição de 2014 do festival, que normalmente é frequentado pelo mesmo público. Extremamente técnicos, tocaram músicas autorais que representam os 10 anos de carreira da banda e fizeram um caloroso – e pesadíssimo - show.

Alcest, banda que também já tocou em uma das edições do festival, subiu ao palco pontualmente as 19h. Após a entrada do vocalista Neige, gritos foram entoados pelos presentes no evento que provavelmente não eram em sua totalidade de brasileiros, pois bandeiras de diversos países foram levantadas. A banda que é composta apenas por Neige e pelo baterista Winterhalter, veio ao Brasil com o guitarrista Zero e o baixista Indria, músicos de apoio da banda que focou sua apresentação em canções do álbum “Écailles de Lune” lançado em 2010. O som da banda é bem peculiar e repleto de efeitos instrumentais e vocais, conquistou palmas e muitos gritos do público.

Os suecos do Katatonia entraram no palco pontualmente as 21h. Atualmente formado pelo vocalista Jonas Renkse que também toca guitarra, Anders Nyström e Roger Öjersson nas guitarras, Niklas "Nille" Sandin no baixo e Daniel Moilanen na bateria vieram ao Brasil divulgando seu mais recente álbum intitulado “The Fall of Hearts”, iniciaram sua apresentação com “Last Song before the fade”. Com muita fumaça e com pouca iluminação, o tímido vocalista Jonas - que canta com cabelos em seu rosto por todo o show - apresentou-se ao público emendando a sombria “Deliberation”.

Assim como o Alcest, o som da Katatonia também é bem peculiar, possui elementos instrumentais muito trabalhados e suas letras retratam muito o lado sentimental da alma de Jonas, o principal compositor da banda. Suas linhas vocais são bem expressivas e muito emotivas e por todo o show fez muitos fãs ficarem visivelmente emocionados, musica após música. Percorrendo os mais de 25 anos de banda, foram apresentadas canções como “Liberation”, “Nephilim”, “Leaders” e “Criminals”, grandes hits da banda. Um dos álbuns mais lembrados nesta noite foi o “Dead End Kings” com músicas como “Buildings”, “Dead Letters” e “The Racing Heart” e que a cada canção tocada levava o público ao delírio.

Após quase 2 horas de apresentação, os exímios músicos finalizaram a noite com “July” e certamente fizeram o melhor show do festival que marcou a mente de cada um dos presentes, não somente pelos incríveis shows que ali aconteceram, mas também pela organização do evento, que mostrou que é possível fazer um festival com horários pontuais e com inovação gastronômica num evento deste porte em casa fechada.

Set List Vincent Cavanagh:

Fragile Dreams/Deep/Untouchable, Part 1/Thin Air/Angelica/Eternity Part I/Distant Satellites

Set List Labirinto:

Mal Sacré/Aung Suu/Enoch/Qumram/Avernus/Aludra/Alam?t

Set List Alcest:

Écailles de lune - Part 1/Écailles de lune - Part 2/Percées de lumière/Abysses/Solar Song/Sur l'océan couleur de fer/Autre temps/Les Iris/Souvenirs d'un autre monde/Là où naissent les couleurs nouvelles/Délivrance

Set List Katatonia:

Last Song Before the Fade/Deliberation/Serein/Dead Letters/Liberation/Day and Then the Shade/Teargas/Criminals/The Longest Year/Soil's Song/The Racing Heart/Nephilim/Onward Into Battle/Evidence/Old Heart Falls/Leaders/Hypnone/Buildings/In the White/Forsaker/My Twin/Lethean/July

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr. Da The Ultimate Music e a Overload pela atenção e credenciamento.

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