Venomous - Black Embrace: versatilidade e muito peso sem perder a brasilidade

Por Rogério Talarico

Todo ano, vemos bandas serem criadas e tantas outras, serem desfeitas, seja por incompatibilidade musical, má estruturação do grupo, falta de qualidade musical e consequentemente a baixa quantidade de shows realizados, etc. A novata Venomous, que foi formada em 2017 não se enquadra em nenhum dos quesitos mencionados acima e definitivamente veio para ficar e deixar sua marca no metal brasileiro.

O quinteto lançou dia 09 de Outubro seu segundo álbum intitulado "The Black Embrace", sucessor do aclamado e recém lançado "Defiant" (2018), mostrando que possuem muita criatividade e estão sedentos para excursionar mostrando muito material e criatividade ao mundo.

O álbum conta com 10 faixas e foi produzido por Rogerio Wecko no estúdio Dual Noise Studios e apresenta ao público muito peso, guitarras distorcidas e vocais que variam do gutural ao limpo de forma singular e possuem muitos elementos de músicas brasileiras no decorrer do disco.

A instrumental e rápida "The Orchard" abre o disco com riffs de guitarra e bateria, fazendo uma boa ponte para a pesadíssima "Event Horizon" que, como todo bom death metal, possuem linhas vocais marcantes e riffs aceleradíssimos mas que agradam até quem não é fã do estilo.

Apresentação da banda na feira Horror Expo / Foto: Rogério Talarico

A banda segue o mesmo estilo em "Penitence" mas a primeira grande surpresa do álbum vem logo nos primeiros acordes de "Duality’, remetendo a um new metal e possui vocais limpos executados por Tigas Pereira além de um harmonioso solo, com certeza um dos pontos altos do CD. "Heirs of a Dream" também quebra totalmente o clima do álbum e inicia com um instrumental no estilo maracatu, possuindo mais vocais limpos e também a bela voz de apoio de Nathalia Quinsan, evidenciando que a eles querem mostrar parte da brasilidade mundo afora.

A pesada "Zumbi" dá seguimento e abre as portas para "Black Embrace" seu mais recente single, retomando o clima extremamente pesado e intenso do álbum, com certeza outro ponto forte do disco, talvez pelo seu pegajoso refrão. Em "Rise", a harmonia das linhas de guitarra retoma e é o estopim da canção sendo esta uma das mais leves do álbum.

A pesada bateria de Lucas Prado abre a derradeira "Redemption", que pode ser facilmente seu novo single também pelo seu marcante refrão, remetendo a um destes hinos como "Roots" é para o Sepultura e "Enter Sandman" é para o Metallica, que será facilmente cantado pelo público. Quem comprar o CD físico, ainda será presenteado com uma música bônus, intitulada "Nothing To Say", que conta com a participação de Fernanda Lira (Nervosa) e Mayara Puertas (Torture Squad) nos vocais e que é uma das mais agressivas de todo o CD. Certamente este álbum estará na lista dos sites especializados em música como um dos melhores álbuns lançados pelo Brasil, devido a altíssima qualidade sonora entregue. Vida longa à Venomous.

Pesquisa

Redes Sociais

Newsletter