Cannibal Corpse - Carioca Club, São Paulo - 23/06/2013

Por Leandro Cherutti

Em 1988 na cidade de Buffalo, estado de Nova Iorque, surgiu o que podemos dizer o embrião de uma das bandas mais imponentes do Death Metal, o Cannibal Corpse. Com músicos visionários, perceberam que algo maior estava acontecendo no estado da Flórida, logo se mudaram para a cidade de Tampa, considerado por muitos o berço do Death Metal norte americano. La se uniu a outros grandes nomes como: Deicide, Morbid Angel e Obituary, ajudando assim a construir um dos estilos mais fortes e agressivos da música extrema mundial. O tempo passou e hoje comemoram 25 anos de existência, os músicos estão em perfeita forma e para nossa sorte ainda realizam apresentações memoráveis, prova disso, foi o show impecável realizado pelos mesmos no último dia 23 de junho no Carioca Club.

A primeira atividade na casa de shows se deu às 18h, com a liberação e entrada do público no recinto. Enquanto as pessoas se acomodavam na pista e mezanino, o palco estava em uma constante movimentação, para que tudo ocorresse bem na hora do show, o que ocorreu pontualmente às 20h. De forma simples e direta, os americanos abriram sua quinta apresentação na cidade de São Paulo, com um clássico mais que indiscutível, A Skull of A Maggots, iniciando muito bem à noite. Colocando continuidade ao espetáculo vieram as imponentes Staring Through the Eyes of the Dead e Edible Autopsy inclusas respectivamente nos álbuns The Bleeding de 1994 e Eaten Back to Life, disco que apresentou a banda ao mundo em 1990. O Cannibal Corpse é uma das poucas bandas que ainda hoje se apresenta de forma única e contagiante. Os músicos bangueiam sem parar, criando assim um visual muito legal de se ver, e não posso deixar de citar o repertório recheado de clássicos, o que podemos conferir nesta seqüência avassaladora, iniciada por Addicted to Vaginal Skin seguida de An Experiment in Homicide e ainda passando por Sentenced to Burn do ótimo CD Vile de 1996, álbum que estreou o grandalhão George "Corpsegrinder" Fishernos vocais da banda. A boa Gutted fechou esta série eletrizante.

A banda atualmente e formada por George "Corpsegrinder" Fisher, como já citei acima é o vocalista, além de ser excelente no que faz, o mesmo se destaca também pela forma que agita nos shows, girando sua cabeça em uma velocidade inacreditável, levantando o público com sua vitalidade. Alex Webster é o cérebro do grupo, um exímio baixista e sem duvidas o mais carismático dentre os cinco membros, admirado e idolatrado pelos fãs. O próximo é Paul Mazurkiewicz, que em sua bateria comanda e dita o ritmo do show, e que esta no ranking dos melhores bateristas de Death Metal do mundo. No comando das guitarras estão Pat O'Brien e Rob Barret, uma dupla muito bem entrosada e que dita o peso nas seis cordas.

Em 2012 o Cannibal Corpse lançou o aclamado disco Torture, mostrando a todos que estão mais vivos do que nunca, e foi dele a próxima dobradinha da noite, sendo a primeira a rápida e estonteante Demented Aggression, seguida da cadenciada Scourge of Iron. O clima voltou a esquentar com a canção Disfigured, o que fez retomar as tradicionais rodas de mosh, que praticamente se fizeram presente em quase todo show.

Para dar uma acalmada no agitado público, o quinteto mandou à lenta Evisceration Plague o que não esfriou o show, muito pelo contrario, as tradicionais rodas foram substituídas por uma grande massa de pessoas bangueando de forma uniforme, seguindo o ritmo das guitarras.

A carnificina, no bom sentido é claro, seguiu com as faixas Dormant Bodies Bursting, passando pela maravilhosa Disposal of the Body, acompanhada de Decency Defied e ainda Dead Human Collection, que fortaleceu ainda mais este magnífico repertório executado até o presente momento. A sangrenta e pútrida I Cum Blood foi a próxima a levantar o público, a mesma pode muito bem ser usada como exemplo para demonstrar a temática abordada pela banda em suas composições.

A parte final do evento contou com a nova Encased in Concrete, encontrada no já citado CD Torture e que veio emendada com Make Them Suffer. A penúltima faixa foi sem duvidas à responsável por espalhar e fixar de vez o nome do Cannibal Corpse no mundo. Com ela a banda conseguiu uma aparição em um filme de Hollywood, mais especificamente em um filme estrelado por Jim Carey, fã incondicional do grupo, o filme é Ace Ventura e a música Hammer Smashed Face. Outra grande composição lembrada foi Stripped, Raped and Strangled encerrando de forma apoteótica o show.

Um show firme, forte e agressivo, foi isto que o Cannibal Corpse demonstrou em aproximadamente 1h25 de apresentação. O público correspondeu à altura, agitando e motivando a banda a dar o seu melhor no palco. Como já era de se esperar, foi um show perfeito em todos os aspectos, agora é aguardar uma nova visita no futuro. Para quem não foi fica o lembrete, não perca a próxima oportunidade.


Setlist – Cannibal Corpse

1. A Skull Full of Maggots

2. Staring Through the Eyes of the Dead

3. Edible Autopsy

4. Addicted to Vaginal Skin

5. An Experiment in Homicide

6. Sentenced to Burn

7. Gutted

8. Demented Aggression

9. Scourge of Iron

10. Disfigured

11. Evisceration Plague

12. Dormant Bodies Bursting

13. Disposal of the Body

14. Decency Defied

15. Dead Human Collection

16. I Cum Blood

17. Encased in Concrete

18. Make Them Suffer

19. Hammer Smashed Face

20. Stripped, Raped and Strangled


Agradecimentos: Luciano Piantonni & Liberation Music Company pela atenção e credenciamento.

 

 

 

A banda Cannibal Corpse, formada na cidade de Buffalo, (que fica situada) no estado de Nova Iorque, esta comemorando 25 anos de estrada neste ano de 2013. O grupo se destacou no cenário Death Metal, abordando em suas letras temas de Terror, carnificina e putrefação. O que faz muito bem por sinal. Ainda em seus primórdios se mudaram para o berço do Death Metal norte americano, localizado no estado da Flórida, mas especificamente na cidade Tampa. La se uniu a outros grandes nomes como: Obituary, Morbid Angel e Deicide. Ajudando a construir um sólido e importante pilar neste estilo musical tão forte e imponente.

A primeira atividade no Carioca Club se deu às 18h com a liberação e entrada do público no recinto. Enquanto as pessoas se acomodavam na pista e mezanino, o palco estava em uma constante movimentação, para que tudo ocorresse bem na hora do show. O que ocorreu pontualmente às 20h.

De forma simples e direta, os americanos abriram sua quinta apresentação na cidade de São Paulo com um clássico mais que indiscutível, A Skull of A Maggots, iniciando muito bem à noite. Colocando continuidade ao espetáculo vieram as imponentes Staring Through the Eyes of the Dead e Edible Autopsy inclusas respectivamente nos álbuns The Bleeding de 1994 e Eaten Back to Life, disco que apresentou a banda ao mundo em 1990. O Cannibal Corpse é uma das poucas bandas que ainda hoje se apresenta de forma única e contagiante. Os músicos bangueiam sem parar, criando assim uma visual muito legal de se ver, e não posso deixar de citar o repertório recheado de clássicos, o que podemos conferir nesta seqüência avassaladora, iniciada pela a devastadora Addicted to Vaginal Skin seguida de An Experiment in Homicide e ainda passando por Sentenced to Burn do ótimo CD Vile de 1996, álbum que estreou o grandalhão vocalista George "Corpsegrinder" Fisher e a boa Gutted fechou esta seqüência.

A banda atualmente e formada por George "Corpsegrinder" Fisher, como já citei acima é o vocalista, além de ser excelente no que faz, o mesmo se destaca também pela forma que agita nos shows, girando sua cabeça em uma velocidade inacreditável, levantando o público com sua vitalidade. Alex Webster é o cérebro do grupo, um exímio baixista e sem duvidas o mais carismático dentre os cinco membros, admirado e idolatrado pelos fãs. O próximo é Paul Mazurkiewicz, que em sua bateria comanda e dita o ritmo do show, e que esta no ranking dos melhores bateristas de Death Metal do mundo. No comando das guitarras estão Pat O'Brien e Rob Barret, uma dupla muito bem entrosada e que dita o peso nas seis cordas.

A carnificina no bom sentido seguiu com as faixas

A parte final do show foi algo apoteótico , com os americanos executando uma sequencia matadora de clássicos, passando por ....

Comparado com os show s que já presenciei n, achei o cannibal corpse mais parado nesta ocasião, não agitou muito. Talvez pelo cansasso ou idade

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