Therion – Carioca Club, São Paulo - 03/10/2010

Por Bruno Pigozzi da MetalConcerts.net

 

Com organização da Negri Concerts, o Therion esteve de volta ao Brasil, pela quarta vez, no dia 3 de outubro, em apresentação única em São Paulo, no Carioca Club. Foi um show bem diferente dos anteriores, pra começar pela formação da banda, que é sempre uma novidade a cada álbum.

Os portões se abriram e show começou por volta das 21h10min, com atraso em relação ao que foi divulgado, o que deixou vários fãs bravos por depender de ônibus para voltar para casa, mas ainda dentro do horário que os shows costumam terminar, às 23h35min.

Mesmo tendo dormido por apenas duas ou três horas, a banda mostrou-se muito animada no palco! A satisfação de estar tocando para um público tão receptivo era clara, e foi comentada no Facebook pelo vocalista Thomas Vikstrom: “- Quando subimos no palco e encontramos o público de São Paulo todos os problemas foram esquecidos! IT ROCKED HARD!!”.

O show começa com o pano de fundo iluminado por luz negra, revelando os contornos da concha e estrelas que estão presentes na capa do novo álbum “Sitra Ahra”, ao som dos vocais operísticos de Lori Lewis. Em seguida entra a banda, levando o público ao delírio. Berros e mais berros, e a casa toda cantando sincronizadamente o refrão marcante da faixa título do álbum e turnê.

Em seguida veio a inesperada “Secret of the Runes”, do álbum de 2001, seguida pela enérgica e pesada Typhon. Os guturais do vocalista Snowy Shaw foram de grande destaque. Depois veio a calma The Perennial Sophia, a qual Katarina Lilja mostrou sua bela e doce voz, cantando de mãos dadas com Snowy no final.

Hellequin, segunda música que tocam do novo álbum, que foi lançado a pouco tempo mas ainda sim com seu refrão marcante fez todos cantarem em coro. Nifelheim com um jogo de vozes dos quatro vocalistas, alternadamente, finalizada por um solo de bateria. Lori dirige-se ao teclado, onde toca Clavicula Nox, acompanhada pela banda, com um belo solo de guitarra.

Seguem as inesperadas Voyage of Gurdjieff, música bem sinfônica, mas que funcionou muito bem ao vivo, Ljusalfheim, do álbum “Secret of The Runes”, e a sempre presente nas turnês, mas não menos aclamada, Wine Of Aluqah.

A pesada e pomposa Ginnungagap também foi um dos pontos altos do show, seguida rapidamente pela Kali Yuga III, terceira e última música que tocaram do novo álbum. Call of Dagon assim como outras músicas teve performance do vocalista Thomas Vikstrom na flauta, e a velha The Siren of the Woods, em uma performance teatral entre ele e Lori Lewis.

Tocaram Enter Vril-Ya do álbum Deggial, e então o grande clássico levando todos aos berros, To Mega Therion. Lemuria é anunciada, sendo ela outra música que está sempre presente, e de grande agrado aos fãs. Wand of Abaris e Abraxas fecham o bloco.

Anunciam “uma música bem antiga, mas que foi tocada recentemente na gravação do DVD em Miskolc, com orquestra e coral”, “Dies Irae”, de Mozart. Os quatro integrantes fizeram a parte do coral, acompanhada da banda. Foi outra música que funcionou muito bem ao vivo! Depois Christopher Johnsson pede que o novo guitarrista argentino da banda, Christian Vidal, anuncie a próxima música, e ele, falando português, fala de futebol, que os fãs eram “foda pra caralho”, e chama a música Quetzalcoatl.

As luzes se apagam, e começa o instrumental da Rise of Sodom and Gomorrah, outro grande clássico da banda, fazendo todos pularem. O show é finalizado após mais de duas horas de seu início, pela também enérgica Blood of Kingu, com orquestra e vocais triunfais ao final.

O show foi provavelmente um dos melhores que a banda já fez em terras brasileiras. Houve alguns problemas técnicos com microfones e flauta. A iluminação, apesar de atender totalmente as exigências da banda, foi insuficiente em alguns momentos, em que os vocalistas ao chegar mais próximo do público ficavam na penumbra, mas nada que prejudicasse o desempenho da banda, ou o ânimo dos fãs. Foi um show recheado de músicas inesperadas, e que eram pedidas pelos fãs há muito tempo. Os principais hits estiveram presentes, mas a maior curiosidade foi que tocaram mais músicas dos álbuns “Lemuria” e “Sirius B”, ou “Secret of The Runes” do que do novo álbum.

Vale a pena destacar, a versatilidade dos vocalistas, em usar vários tipos de vozes, ora mais clássico, ora mais “rock”, os arranjos vocais bem diversificados, cobrindo muito bem as músicas que nos álbuns são às vezes totalmente cantadas por corais. Thomas Vikstrom tocando a flauta e Lori Lewis no teclado deu um toque ainda mais especial ao show, visto que na turnê do álbum passado não existia isso.

Uma das características principais do Therion é a capacidade de inovar a cada turnê, seja através de mudança de integrantes, dinâmica do palco, ou setlist. Mudança esta que também esteve presente, e que deixa uma grande curiosidade em todos. Quais surpresas nos aguardarão na próxima turnê?

Set List do Show:
1 – Sitra Ahra
2 – Secret of the Runes
3 - Typhon
4 – The Perennial Sophia
5 – Hellequin
6 – Nifelheim
7 – Clavicula Nox
8 – Voyage of Gurdjieff
9 – Ljusalfheim
10 - Wine of Aluqah
11 - Ginnungagap
12 – Kali Yuga, Part 3
13 – Call of Dagon
14 – The Siren of the Woods
15 – Enter Vril-Ya
16 – To Mega Therion
17 – Lemuria
18 – The Wand of Abaris
19 – Abraxas
20 – Dies Irae
21 – Quetzalcoatl

Bis:
22. The Rise of Sodom and Gomorrah
23. The Blood of Kingu

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