Opeth - Carioca Club, São Paulo - 01/04/2012

Por Laís Tomaz
Fotos por: Leandro Cherutti

Nesse último domingo, dia 01 de Abril, São Paulo oferecia ótimas opções para o público de rock/metal em geral, de um lado acontecia o mega show do Roger Waters, que dispensa apresentações é claro, porém não menos impressionante, os suecos do Opeth nos presentearam com uma bela amostra de suas habilidades no Carioca Club.

Com a casa cheia e um pequeno atraso, "The Devil's Orchard" foi iniciada e sem muita demora todos os integrantes já estavam no palco, a canção e seu refrão herege "God is dead" completamente acompanhada pela voz do público ditaram o ritmo que o show teria dali pra frente.

Mikael Akerfeldt, multi-instrumentista e exímio compositor, demonstrou ser muito simpático. Agradeceu ao s fãs presentes pelo carinho e disse que era ótimo estar de volta ao Brasil. Ainda ao som do último lançamento da banda, Heritage, "I Feel The Dark" com seus elementos mais experimentais antecedeu a um momento mais suave e acústico do show com "Face Of Melinda".

Com uma breve referência ao ilustre Ronnie James Dio, Mikael convidou a todos a curtir o show como se estivessem na década de 70, assim deu início a "Slither", um tanto mais agitada em comparação as anteriores. "Windowpane" melódica e tocante, era uma das mais esperadas do show, foi perfeitamente executada, principalmente os seus belos solos de guitarra também feitos pelo guitarrista Fredrik Åkesson.

De volta aos últimos anos, "Burden", emocionante e recheada de solos, dessa vez dando espaço ao ótimo tecladista Joakim Svalberg, foi seguida por "The Lines In My Hand" e "Folklore", que segundo as palavras de Mikael "não são muito conhecidas, mas como gostamos, vamos tocar".

Para os fãs mais antigos da banda, finalmente foi chegado o momento em que outro lado da banda foi mostrado, com mais elementos de death metal, "Heir Apparent" e seus primeiros timbres pesados acalentaram os ouvidos sedentos daqueles que esperavam mais do Opeth "antigo". Os guturais do vocalista Mikael são incomparáveis, encorpados e agressivos, definitivamente ótimos ao vivo! O público enfim agitava no show ao som de "The Grand Conjuration" e seu ritmo diferente e contagiante.

Perto do fim, Mikael fazia graça, jogava todas as suas palhetas para o público e falava "E agora, como vou continuar tocando assim?" esperando por mais palhetas trazidas pelo roadcrew, não apenas uma, mas duas vezes, um presentão para quem estava mais próximo ao palco. Sem mais enrolação, uma das melhores músicas da noite "The Drapery Falls", do ótimo álbum Blackwater Park, foi tocada, levando uma platéia quieta na maioria do show a loucura, difícil ver alguém que não ficasse envolvido pela canção. Grandemente aplaudida a banda deixou os palcos, que não demorou muito a voltar pedindo gritos para que a última música fosse tocada. "Deliverance" fechou a setlist do domingo.

Com uma setlist infelizmente mais parada do que agitada, o Opeth fez um show impecável quanto a execução de suas músicas progressivas, complexas e longas. Para os fãs, com certeza, um belo show devido à simpatia de seus integrantes para com a plateia durante o show.

Set List:

1 - The Devil's Orchard
2 - I Feel The Dark
3 - Face of Melinda
4 - Slither
5 - Windowpane
6 - Burden
7 - The Lines In My Hand
8 - Folklore
9 - Heir Apparent
10 - The Grand Conjuration
11 - The Drapery Falls

Bis
12- Deliverance

 

Agradecimentos: Costábile Salzano Jr.

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