Destruction - Clash Club, São Paulo - 28/11/2014

Resenha e fotos por Leandro Cherutti


Quando falamos de Thrash Metal, alguns nomes surgem em nossas mentes, com a mesma facilidade que a grama cresce no campo e sem duvidas o Destruction figura entre este selecionado de nomes.  Este experiente grupo alemão esta em atividade há 32 anos e é um dos poucos que nunca mudou o seu estilo, se mantendo em suas raízes até os dias atuais. No ultimo dia 28 de novembro, grupo deu o ponta pé inicial a uma extensa turnê em nosso país e a cidade escolhida para abrir esta série foi São Paulo e o lugar para a realização do show a casa Clash Club, localizada no bairro da Barra funda, zona oeste da capital.

Tudo começou pontualmente como o planejado, às 20h, com a banda brasileira Forka abrindo sua apresentação de forma avassaladora, iniciando com as faixas Black Ocean e Empire Surrender. O grupo possui em sua formação cinco talentosos músicos ao quais irei apresenta-los a vocês. Ronaldo d'Castro é o vocalista, o mesmo possui um carisma contagiante e desta forma conseguiu conquistar o público com suas poderosas tonalidade de voz. Ao seu lado esquerdo, ficou em sua maior parte do tempo o excelente baixista Ricardo Dickoff, que além de executar as linhas de baixo, realiza Backvocals com o competente guitarrista Samuel Dias. Samuel é muito comunicativo e sempre que surgia uma oportunidade, conversava com a platéia, o músico também é dono de uma lindíssima guitarra branca com manchas vermelhas, estas manchas realizam um efeito de sangue. A bateria contou com a presença de Rodolfo Salviato, que conduziu de forma precisa e uniforme o seu instrumento, colocando desta forma mais peso ao espetáculo. Por ultimo apresento Alan Moura, que desferiu notas certeiras durante toda apresentação e se posicionou ao lado esquerdo do palco, isto para quem olha desde o público. A terceira música a ser apresentada foi Knowing Your Suffering que veio seguida de Blasphemy, esta última que pode ser encontrada no primeiro álbum da banda Feel Your Suicide de 2005.

Para dar mais uma esquentada na galera, o quinteto tocou a introdução e parte dos riffs da música Raining Blood do grupo norte americano Slayer. Ao interromper precocemente esta ótima faixa, Samuel anunciou que iriam apresentar uma nova composição, de nome Serra Elétrica, que estará presente no próximo trabalho de estúdio. O repertório seguiu com The Human Race Is Dead, Manipulation, Troozão, Feel Your Suicide e encerraram de forma primorosa, tocando um clássico do metal nacional e mundial Troops of Doom, prestando desta forma um singelo tributo a banda brasileira Sepultura, que esta completando 30 anos de atividade neste ano de 2014.

Com 40 minutos de pura violência musical, o Forka se despediu do público com o dever mais que cumprido.


Após esta forte apresentação do Forka, tivemos um grande intervalo, que durou aproximadamente 50 minutos. Quando nos aproximávamos das 21h28 as luzes se apagaram e uma fumaça começou a tomar conta do ambiente, ao mesmo tempo uma música soava através do PA’s, esta canção que serviu de abertura, faz parte da trilha sonora de um importante filme de suspense dos anos 60, chamado Psicose, do renomado diretor britânico Alfred Hitchcock, foi uma introdução de arrepiar. Ao termino de sua execução, tivemos a poderosa faixa Total Desaster, que abriu de forma magnífica esta apresentação. Sem perder tempo os músicos tocaram a indispensável Thrash Till Death, que na seqüencia se emendou com outra importante composição Nailed to the Cross, que teve o seu pegajoso refrão cantando de forma uníssona.

Existem músicas que sempre farão parte do repertório do Destruction e Mad Butcher é uma delas, a canção possui 31 anos de existência foi a próxima a fazer parte do show, a mesma é uma espécie de hino do grupo. A quinta faixa a ser tocada foi Armageddonizer, de apenas 3 anos de idade, olhem que contraste com sua antecessora, mas isto não foi um empecilho, a mesma conseguiu agitar muito bem os fãs. O trio seguiu a todo vapor com Black Death do álbum Infernal Overkill de 1985 e logo mandaram outros dois petardos de tirar o chapéu Eternal Ban e Life Without Sense.

O power trio alemão formado por Schmier (baixo/vocal), Mike (guitarra) e Vaaver (bateria) seguiu com o show mandando Spiritual Genocide, que antecedeu belamente o ótimo clássico Release from Agony e na sequência vieram Carnivore e Hate Is My Fuel.

Logo após a apresentação da faixa Thrash Attack, Schimier e Mike se retiraram do palco, deixando todas as atenções voltadas a Vaaver, as luzes se apagaram e somente uma de tonalidade amarela iluminou o baterista nesta ocasião e assim o músico começou a desferir notas em seu instrumento, realizando com perfeição um ótimo solo, que serviu de introdução para a poderosa Tormentor. Na seqüência o vocalista fez uma pequena brincadeira com o público, pedindo para que eles escolhessem qual música gostariam de ouvir, gritos surgiram de todos os lados, até que Schimier se fixou em Death Trap e Invincible Force e pediu para que os fãs gritassem para escolher uma delas e a mais votada foi Death Trap.

Um dos grandes momentos do show se deu com a execução de Bestial Invasion, que contou com o tradicional grito BESTIAL por parte do vocalista e que gerou a resposta por parte da platéia INVASION, foi à deixa para que um grande moshipit elevasse a temperatura na pista e foi desta forma que o grupo deixou o palco.

Mas isto não era tudo, ainda faltava o bis, quando retornaram, foi de uma forma arrepiante, com a excelente Curse the Gods. A encarregada em colocar um ponto final no baile foi The Butcher Strikes Back, mas antes de tocarem este hit, Schimer conversou um pouco com o público e ao fundo ouvíamos um estridente som de uma Motosserra, após tocarem esta canção as luzes se acenderam e os músicos distribuíram palhetas, baquetas e agradecimentos a todos.


Ir a uma apresentação do Destruction é garantia de sair com o pescoço dolorido e com aquela sensação de quero mais dentro de você. É sempre um chute no traseiro, força e agressividade em forma de música, aquela velha frase Satisfação Garantida ou seu Dinheiro de Volta, não funcionaria com estes alemães, você nunca iria pedir seu dinheiro de volta. Este foi o sétimo show que tive o prazer de presenciar e posso assegurar que todas foram de um nível impecável, este trio sabe como ninguém promover um espetáculo de Thrash Metal. Já estou ansioso pelo oitavo.


Setlist - Forka


Black Ocean
Empire Surrender
Knowing Your Suffering
Blasphemy (+ Intro Raining Blood / Slayer)
Serra Elétrica (nova)
The Human Race Is Dead
Manipulation
Troozão (nova)
Feel Your Suicide
Troops Of Doom (Sepultura) 

Setlist – Destructin

(Intro)
Total Desaster
Thrash Till Death
Nailed to the Cross
Mad Butcher
Armageddonizer
Black Death
Eternal Ban
Life Without Sense
Spiritual Genocide 

(Intro)

Release from Agony
Carnivore
Hate Is My Fuel
Thrash Attack
Solo Bateria
Tormentor
Death Trap
Bestial Invasion 

Bis:

(Intro)
Curse the Gods
The Butcher Strikes Back

Agradecimentos ao Marcão da Batucada Comunicação pela atenção e credenciamento.

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