Exodus - Carioca Club, São Paulo - 04/10/2014

Por Leandro Cherutti

Formada na cidade de São Francisco, Califórnia, o Exodus foi um dos grandes propulsores de um estilo musical, que conhecemos nos dias atuais como Thrash Metal. O grupo fez parte de um movimento revolucionário, que surgiu em meados dos anos 80 na costa oeste dos Estados Unidos e que ficou conhecido como Bay Area. Este movimento, contava com algumas presenças de peso como: Metallica, Testament, Death Angel, Forbidden, Sadus entre tantas outras. Assim como estas bandas, o Exodus conseguiu criar um estilo único e inconfundível, se diferenciando de todas as outras que surgiram naquela época.

A banda está prestes a lançar o seu novo trabalho de estúdio, intitulado Blood In Blood Out, que marca o retorno do lendário vocalista Steve "Zetro" Souza, após um hiato de 10 anos.

No último dia 4 de outubro, o Exodus realizou uma grandiosa apresentação na cidade de São Paulo, na conhecidíssima casa de espetáculos Carioca Club. O evento também contou com a presença de um importante nome do Thrash Metal brasileiro, o MX, que retomou suas atividades no ano de 2012. O grupo é originário de Santo André e foi um dos pioneiros do estilo em nosso país.

Quando cheguei ao Carioca Club, por volta das 16 horas, o público já era numeroso e uma grande fila já se havia formado. Muitos conhecidos e não conhecidos, que resolveram adquirir de ultima hora os seus respectivos ingressos, ficaram de fora, pois haviam se esgotado.

A casa teve suas portas abertas por volta das 17h e sua primeira apresentação se deu às 18h em ponto. Foi um início matador, com o grupo MX apresentando ao público a ótima composição Dead World, de seu primeiro álbum Simoniacal. A seguir vieram Mental Slavery e Fighting for the Bastards. A apresentação do MX estava somente se iniciando, mas foi o suficiente para levantar o bom público. Atualmente a banda é formada por: Alexandre da Cunha, dono de uma pegada forte e certeira e que realiza dois papéis fundamentais dentro da banda, sendo baterista e vocalista. Completando o quarteto, temos Alexandre “Dumbo” no comando do baixo e ainda Décio e Alexandre “Morto” nas guitarras. Dando o devido andamento no espetáculo, os músicos tocaram Behind Hiss Glasses, No Violence, I Will Be Alive e The Guf, todas as quatros são encontradas no excelente disco Mental Slavery. Com muita brincadeira e descontração, o MX, conseguiu ganhar a platéia com facilidade, criando assim uma ligação bem intimista entre banda e público. O MX retribuiu o carinho tocando Dark Dream e I’ll Bring  You With Me.

O grupo reservou para o final, duas grandes composições de sua discografia e iniciou esta seqüência com a faixa Jason. Logo depois tocaram Dirty Bitch, encerrando desta forma sua empolgante apresentação.

Após este eletrizante show do grupo paulista, tivemos um curto intervalo, o suficiente para que o palco fosse montado para a atração principal.

O grupo norte americano compareceu às 19h25 e iniciou sua apresentação de forma impactante, executando com perfeição o mega clássico Bonded By Blood, que proporcionou logo de cara o primeiro moshpit da noite. O experiente quinteto tocou na seqüência Scar Spangled Banner, faixa inclusa no Tempo of the Damned de 2004. Mantendo o alto nível do espetáculo, o grupo mandou mais uma das antigas And Then There Were None, encerrando assim uma trinca de tirar o fôlego.

Esta passagem do Exodus por nosso país foi muito especial para os fãs, pois foi a primeira vez que a banda se apresentou em terras tupiniquins com seu lendário vocalista Steve "Zetro" Souza. Steve é dono de um carisma sem fim e conseguiu conquistar o público facilmente.

Os americanos deram andamento ao show, com outra ótima seqüência, que foi encabeçada por Iconoclasm, passando por Metal Command e fechando com Fabulous Disaster. A banda estava totalmente animada e antes de tocarem a próxima música, realizaram uma pequena brincadeira com o público, tocando em seus instrumentos a famosa frase: Oleee! Ole, ole, oleee! Exodus! Exodus! Somente Steve não participou deste momento único e marcante.

Dono de um repertório matador, o Exodus seguiu mostrando todo seu poderio ofensivo com Children of a Worthless God, na seqüência tocaram outro hino da banda Piranha, e seguiram com Pleasures of the Flesh, A Lesson in Violence e Blacklist.

Antecedendo a canção War Is My Shepherd, Steve “Zetro” Souza apresentou ao público seus companheiros de profissão, iniciando pelo lado esquerdo do palco, com o excelente guitarrista Lee Altus, ainda por este lado, esteve o ótimo baixista Jack Gibson. Mais ao fundo ficou o exímio baterista Tom Hunting. O lado direito contou com a presença marcante do talentoso guitarrista Gary Holt.

Antes de tocarem o clássico Strike of the Beast, Gary Holt e Lee Altus saudaram o público brindando com uma dose de bebida alcoólica, que pegaram atrás do palco, tomaram e jogaram os recipientes vazios aos fãs. Esta faixa ainda prometia uma surpresa, em sua metade, Steve parou o show e dividiu o publico, deixando um vasto corredor na região central da pista, organizando um avassalador Walls of Death. Ao retornar com a canção, os fãs se enfrentaram, criando sem duvidas o maior moshpit da noite, era como ver um enorme furacão em ação. Ao termino os músicos se retiraram do palco por alguns minutos.

No retorno para o tradicional bis, Gary Holt solicitou a palavra e fez questão de agradecer todo o carinho recebido pelo público brasileiro, que os fazem se sentir em casa todas as vezes que se apresentam por aqui, sendo a primeira visita em 1997. O guitarrista ainda relatou que é um grande apreciador de nossa bebida símbolo, a cachaça. Após todo este discurso, ainda restavam duas músicas a serem efetuadas e que foram muito bem escolhidas pelo grupo. A primeira a devastar o carioca club foi a poderosa The Last Act of Defiance e fecharam com Good Riddance. Chegou o momento da despedida, os músicos distribuíram baquetas, palhetas e também os setlists que estavam pregados no palco. Logo após, finalizaram com uma foto que enquadrou todo o público ao fundo.

Foi uma verdadeira aula de Thrash Metal o que presenciei esta noite. Se ali esteve algum fã, que não tinha nenhuma noção do que era um show de Thrash metal ao vivo e a cores, sem sombras de duvidas saiu mestrado e doutorado no estilo. Um show impecável, enérgico e vigoroso e não era para menos, com músicos talentosos e tão descontraídos, era o mínimo que se poderíamos esperar. Que voltem logo!

Setlist - MX

Dead World
Mental Slavery
Fighting for the Bastards
Behind Hiss Glasses
No Violence
I’ll Be Alive
The Guf
Dark Dream
I’ll Bring  You With Me
Jason
Dirty Bitch 

Setlist – Exodus

Bonded by Blood
Scar Spangled Banner
And Then There Were None
Iconoclasm
Metal Command
Fabulous Disaster
Children of a Worthless God
Piranha
Pleasures of the Flesh
A Lesson in Violence
Blacklist
War Is My Shepherd
The Toxic Waltz
Strike of the Beast

Bis:
The Last Act of Defiance
Good Riddance

Para conferir mais fotos e em alta resolução, clique nas miniaturas das fotos ou \clique aqui.

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr da The Ultimate Music pela atenção e credenciamento.

Pesquisa

Redes Sociais

Newsletter