Hypocrisy & Torture Squad - Carioca Club, São Paulo - 21/04/2014

Por Leandro Cherutti

A Península Escandinava é uma região fria e cheia de mistérios e esta localizada ao norte da Europa. La se encontra um belíssimo estado de nome Suécia. Atualmente este pequeno país nórdico, figura entre as cinco melhores nações para se viver do globo terrestre, proporcionando aos seus moradores uma excelente qualidade de vida. Em seu passado é encontrada uma rica história, baseada em seus ancestrais Vikings. Uma cultura que hoje em dia vem sendo muito explorada e difundida, tanto no meio musical, quanto no cinematográfico. Mas não é somente isto que a Suécia nos proporciona, nas ultimas décadas foi o berço do Death Metal europeu, lançando ao mundo bandas como: Amon Amarth, Entombed, Unleashed, Dismember, Hypocrisy entre outras tantas. E é sobre esta última que irei escrever hoje. No ultimo dia 21 de abril, o Hypocrisy, um dos maiores e mais conceituados nomes do Death Metal europeu, trouxe a cidade de São Paulo a sua mais nova turnê, promovendo o seu último trabalho de estúdio End Of Disclosure. Abrindo assim uma série de shows em nosso país, sendo o primeiro deles em São Paulo, na conhecida casa Carioca Club.

Quando cheguei ao local do show, a movimentação ainda era modesta, o que me levou a pensar naquele instante que o show seria vazio. Mas minha opinião foi mudando com o passar do tempo, com a chegada dos fãs. As portas do Carioca Club se abriram aproximadamente às 18h e o entusiasmado público começou a entrar no recinto. Neste momento, não faltava muito para que o Hypocrisy realizasse sua apresentação, mas antes ainda teríamos que presenciar o show da banda paulistana Torture Squad, que compareceu ao palco por volta das 19h. O grupo é composto por Amílcar Christófaro (bateria), Castor (baixo) e André Evaristo (guitarra/vocal). O Torture deu uma pequena pincelada em sua discografia, tocando antigas canções como: Pandemonium, Living for the Kill, Come to Torture, The Beast Within, Chaos Corporation e Horror and Torture e ainda apresentou aos presentes as novíssimas composições No Escape from Hell, Pull the Trigger, Patria Livre, Nothing to Declare e Fear to the World, que fazem parte do disco Esquadrão de Tortura. A banda realizou uma apresentação precisa, segura e direta, mostrando que ainda tem muita lenha para queimar.

Intervalo, hora de descontrair, relaxar, ir ao banheiro, buscar uma bebida ou simplesmente ficar no mesmo lugar, esperando a atração principal ouvindo músicas que são reproduzidas pelos amplificadores. Neste dia em questão o que se tocou foi Aerosmith, tem quem goste, mas em minha opinião não foi à melhor opção, visto o estilo musical das bandas. Mas vamos ao que interessa, ao show. Pontualmente às 20h15, às luzes se apagaram e uma introdução ecoou suavemente pelo ambiente, fazendo com que os fãs gritassem constantemente o nome Hypocrisy. Foi neste clima muito bem elaborado que os músicos entraram no palco. O primeiro a comparecer foi o exímio baterista Horgh, que também atua na conceituada banda norueguesa de Black Metal Immortal. Na seqüência entrou o baixista Mikael Hedlund, que se posicionou ao lado esquerdo. No lado oposto adentrou o guitarrista Tomas Elofsson e por ultimo, o multi-instrumentista, produtor musical, vocalista e guitarrista Peter Tägtgren.

O quarteto iniciou o espetáculo com as recém saídas do forno End of Disclosure e Tales of Thy Spineless do novo CD End of Disclosure. O primeiro clássico da noite foi Fractured Millennium, que chegou de forma matadora. Em seguida tivemos outro petardo, a maravilhosa Killing Art..  O show estava altamente eletrizante e com ele os moshpits, que se iniciaram com o primeiro acorde musical e que se tornaram cada vez mais insanos com o desenrolar a apresentação. Peter e seus comparsas não perderam tempo e logo trouxeram na quarta colocação à novíssima The Eye. Logo depois apresentaram a dobradinha Valley of the Damned e Fire in the Sky. A cada pausa entre as músicas, Peter conversou com o público, e em uma dessas pausas, pediu para que Horgh desse inicio ao que viria ser um Medley destruidor,  contendo as faixas Pleasure of Molestation, Osculum Obscenum e Penetralia. O setlist ainda contou com as composições Buried, Elastic Inverted Visions, 44 Double Zero e War-Path. Para encerrar em grande estilo a primeira parte do show, o Hypocrisy executou com perfeição a belíssima The Final Chapter.

Após alguns segundos, o grupo retornou para a execução do tradicional bis. Peter trouxe consigo uma bandeira brasileira, a qual mostrou ao público e em seguida a colocou sobre os ombros. Logo depois a mesma ficou posicionada abaixo da bateria e la permaneceu até o final do espetáculo. A primeira música a ser tocada foi à magnífica Roswell 47, faixa encontrada no excelente álbum Abducted de 1996. A próxima foi à contagiante Adjusting the Sun e encerraram com a esplendorosa Eraser.

O Hypocrisy se despediu do público após 1h25 de apresentação, deixando a sensação que o tempo passou rápido de mais. Foi um show tecnicamente impecável e visualmente agradável, com uma excelente presença de palco dos músicos, sem mencionar o carisma dos mesmos. O feriado de 21 de abril (Tiradentes), terá outro significado desse dia em diante para os fãs que la estiveram.

Set-list Torture Squad
No Escape from Hell
Pull the Trigger
Patria Livre
Pandemonium
Living for the Kill
Come to Torture
The Beast Within
Nothing to Declare
Fear to the World
Chaos Corporation
Horror and Torture

Set-list Hypocrisy
End of Disclosure
Tales of Thy Spineless
Fractured Millennium
Killing Art
The Eye
Valley of the Damned
Fire in the Sky
Pleasure of Molestation / Osculum Obscenum / Penetralia
Buried
Elastic Inverted Visions
44 Double Zero
War-Path
The Final Chapter

Roswell 47
Adjusting the Sun
Eraser

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr. da The Ultimate Music pela atenção e credenciamento.

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