Monsters Of Rock - Arena Anhembi, São Paulo - 20/10/2013

Por Rogério Talarico
Fotos por Stephen Solon/XYZLIVE e Francisco Cepeda/Agnews

 

Depois de uma primeira e estrondosa noite de festival, o Monsters of Rock nasceu com um clima Hard Rock num domingo ensolarado em São Paulo. Se no primeiro dia houve muito peso, o segundo não ficaria atrás devido aos grandes nomes confirmados para aquele dia, sendo o Aerosmith a banda responsável para fechar a noite e encerrar esta 5ª edição do festival pelo Brasil.

Por volta das 11 da manhã os portões se abriram e com muito sol, o publico foi recepcionado na Arena Anhembi. O festival conteve não somente o show, mas também possuía lojas de roupas, tenda com uma exposição de fotos realizada pelo exímio fotógrafo Marcelo Rossi, uma tenda com um mini palco montado pelo site Wikimetal como entretenimento, mas o ponto que deixou a desejar foram os salgados preços das refeições em que uma água custava R$5 e um pão com carne louca custava R$15; O preço do merchandise oficial do evento do evento também estava bem pesado, custando R$90,00 .

ELECTRIC AGE

A banda premiada e eleita para recepicionar o público foram os paulistanos do Electric Age. Comandado pelo vocalista Junior Rodrigues, a banda formada em 2011, lançou recentemente seu EP intitulado “Good Times Are Coming” subiu ao palco com seu Hard Rock oitentista totalmente caracterizados, executando as boas canções de seu EP. Musicas como o single “Snake Eater” e a auto intitulada “Good Times Are Coming” animaram o público que ainda estava entrando no local do show. Bela apresentação, essa banda promete e ainda surpreenderá o cenário nacional.

DOCTOR PHEABES

Formada em 1986, os veteranos do Doctor Pheabes subiram ao palco cerca de meia hora após a primeira banda. Com um Rock Clássico pesado e com marcantes riffs de guitarra, a banda formada por Fabio no baixo, Paulo na bateria, Fernando na guitarra e por Eduardo nos vocais tocou para um pequeno público que se juntou a frente do palco do Monsters para garantir um melhor lugar para esta e as seguintes apresentações.

DR SIN

A primeira banda que foi apresentada pelo mestre de cerimônias do Festival, Eddie Trunk do programa That Metal Show entrou ao palco. Dr. Sin, um dos principais nomes do Hard Rock do país, foi a primeira banda brasileira a tocar para um considerável numero de pessoas nesta edição do Festival. Formado pelos exímios irmãos Andria e Ivan Busic e Eduardo Ardanuy, a banda tocou musicas dos discos “Brutal” e “Dr. Sin II” e “Dr sin”, como “Fly Away” e ”Time After time”. Para fechar sua apresentação, executaram a boa “Emotional Catastrophe” com participação especial do vocalista Edu Falaschi (Ex-Angra, Almah).

DOKKEN

A primeira banda internacional do dia foi a Dokken e foi a primeira banda que subiu ao palco com um certo atraso no cronograma do festival. Formado pelo conhecido Don Dokken nos vocais, Mick Brown na bateria, Jon Levin na guitarra e Sean McNabb no baixo, a banda subiu ao palco depois das 15hr, com a boa “”Kiss of Death”, do álbum  “Back for the Attack” de 1987. Seguindo sua apresentação, executaram “The Hunter” e “Standing on the Outside” mas somente em “Into the Fire”, grande clássico da banda que o público reagiu e ovacionou a banda. Pela primeira vez no Brasil, o simpático vocalista se desculpou por não falar português e seguiu sua apresentação com musicas como a balada “Alone Again” e “In My Dreams” e após cerca de 50 minutos e com a voz bem fraca despediu-se com “Tooth and Nail”, numa apresentação morna e não tanto ovacionada pela público que sofria com o forte calor nesta tarde de domingo.

QUEENSRYCHE´S Geoff Tate

A banda que foi divida em 2 e hoje atua usando o mesmo nome, o Queensryche veio ao Brasil com a formação liderada pelo vocalista Geoff Tate e subiu ao palco as 16h20min, meia hora após o Dokken. Com Randy Gane no teclado,Simon Wright na bateria e os irmãos Rudy e Robert Sarzo no baixo e guitarra, respectivamente, a banda abriu sua apresentação com “Best I Can” e “Breaking the Silence”. Após, foi tocada “Cold”, a única canção do álbum “Frequency Unknown”, trabalho solo lançado pelo vocalista e que aparentemente não foi uma boa escolha pois boa parte do público não conhecia a canção. Voltando a seus clássicos lançados com o  Queensryche, foram tocadas as boas “Big Noize”, “I Don’t Believe in Love” e também a balada “Silent Lucidity” e somente desta canção em diante que foi visível a empolgação do público. Um grande ponto a se comentar é a presença de palco dos irmãos Sarzo, que deram um belo show de carisma e esbanjaram técnica na execução de seus instrumentos. Uma boa apresentação, mesmo sendo visível o cansaço vocal de Geoff Tate durante o show.

BUCKCHERRY

Mais uma vez, Trunk apareceu e anunciou o Buckcherry. Radicada de Los Angeles, a banda subiu ao palco com “Lit Up” e com os integrantes bem agitados. Com o sol começando a baixar e o público bem mais animado, a banda composta por Josh Todd nos vocais, Keith Nelson e Stevie D. nas guitarras, Xavier Muriel na bateria e Kelly LeMieux no baixo, continuaram seu set com “Rescue Me”, a agitada “All Night Long” e “Broken Glass”, grande sucesso da banda. Mesmo sendo uma banda nova, o Buckcherry tocou depois de grandes nomes como Don Dokken e Geoffrey Tate e não deixou por menos em sua ótima apresentação. Após petardos de discos como “Time Bomb” e “Confessions”, a banda fechou sua calorosa participação no festival com “Crazy Bitch”.

RATT

RATT, um dos maiores expoentes da cena Hard Rock dos anos 80 teve sua presença confirmada no festival. Pela primeira vez no Brasil, a banda capitaneada por Stephen Pearcy subiu ao palco do Monsters of Rock ás 19h20min, com o céu ja escurecendo. Os músicos entraram bem agitados e animados, com o público ovacionando a banda e felizes pela e  spera de mais de 20 anos. Com o público bem menor que o do dia anterior, a antepenúltima banda executou boas canções de sua carreira, iniciando com "Wanted Man" com uma ótima performance, mas foi prejudicada pela acústica (ou falta dela) e pela equalização do som, que não estava plenamente audível.  Nesta apresentação, fomos presenteados com a ótima "Way Cool Jr.",  " Lack of Communication" e seus grandes hits como "Lay It Down" e também a rápida " You're in Love", sempre muito agitados e interagindo entre si, com uma boa comunicação com seu público. Tocando somente clássicos dos anos 80/90, a banda terminou uma bela apresentação com  seu maior single a "Round and Round", despedindo-se com maestria do público brasileiro.

WHITESNAKE

David Coverdale e companhia subiram ao palco do festival as 20h55min,já com o local bem mais cheio do que nos shows anteriores, provando o prestigio que essas duas últimas bandas possuem. Se o público estava com medo da equalização do som estar semelhante ao show anterior, os primeiros acordes de " Give Me All Your Love" provaram o contrário. Com a voz marcante, Coverdale não se esforçava muito para cantar e o fazia com excelência. Após a boa " Ready an' Willing", a voz à capella de Converdale iniciou " Love Ain't No Stranger" seguida pela belíssima "Is This Love". Com Reb e Aldrich executando perfeitamente as linhas de guitarras, "Love Will Set you Free" iniciou com David percorrendo para os 2 lados do palco, procurando manter contato com todo seu público. Após "Steal Your Heart Away", Tommy iniciou um bom solo de bateria, seguido por solos de guitarra e somente nesta parte, o público parou para respirar. Já indo para a parte final do show, não faltaram clássicos nesta apresentação, que  ainda contou com "Fool for Your Loving", "Bad Boys", e também a calma "Here I Go Again". Com "Soldier of furtune" e "Burn", ambas musicas do Deep Purple, o simpático Coverdale despediu-se de seu público, certamente contente de ter se apresentado no Brasil mais uma vez.

AEROSMITH

Eddie Trunk apareceu no telão mais uma vez, nesta acompanhado pelo Aerosmith, indicando que os Monstros do Hard Rock logo entrariam no palco. Fazendo uma breve e animada entrevista, Tyler e sua banda entraram no palco sendo complatamente ovacionada pelo público, que lotava a Arena Anhembi. As 23h10min - com um atraso de mais de 30 minutos, devido aos atrasos acumulados dos shows anteriores -, a música de abertura do aclamado álbum "Rocks" de 1976 abriu a apresentação com a dupla Steven Tyler e Joey Perry à frente do palco, na passarela.

"Love in an Elevator" deu continuidade na estrondosa apresentação seguida por  "Toys in the Attic", que foi acomanhada em uníssono pelo público. "Oh Yeah", música do mais recente álbum lançado pela banda intitulado "Music From Another Dimension!" foi a menos agitada pelo público, que parecia querer ouvir somente clássicos. Como se a banda tivesse percebido, executaram as pegajosas "Pink" e  "Dude (Looks Like a Lady)". A apresentação seguiu com grandes hits, dentre eles "Cryin' ", "Jaded" com Perry à frente do microfone, e também com as músicas que emplacaram as paradas dos anos 90/2000 como " Livin' on the Edge" e "I Don't Want to Miss a Thing", e nesta última era visivel boa parte do público emocionado.  A primeira parte do show encerrou-se com "Come Together" (cover dos Beatles) e com a agitada "Walk This Way", com Steven aproveitando todo o palco e sua passarela, montada somente para o show da banda.

Se por um lado  Steven e Joey realmente roubaram a cena do show com suas encenações e forte presença de palco, a cozinha do Aeromith não deixou por menos,  Brad Whitford, Joey Krammer e Tom Hamilton foram excepcionais e completaram toda a apresentação. Voltando ao palco, um piano subiu a passarela e Tyler sentou-se a frente, iniciando "Dream On", grande sucesso da banda e contou com uma ótima participação de Perry, que solou em cima do grande piano, transformando a bela canção em um momento mágico.  Com o relógio passando da 1 da manhã de segunda feira, o baixo de Tom Hamilton indicou o inicio de "Sweet Emotion". Com chuva de papel picado e ao som da bela canção, a grandiosa apresentação da banda terminou, e mais uma vez comprovou merecer o posto de banda principal neste festival de renome, muito bem organizado pela XYZ.

PARA CONFERIR A SET LIST DE TODOS OS SHOWS, CLIQUE AQUI.

Agradecimentos a Denise Catto da Midiorama pela atenção e credenciamento.


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