SP Trip - Tyler Bryant and the Shakedown, Alice Cooper e Guns N'Roses, Allianz Parque - 26/09/2017

Por Bárbara Martins
Fotos gentilmente cedidas por Camila Cara

Em Abril deste ano, um novo festival nasceu e foi anunciado com o nome de “São Paulo Trip”. A promessa era trazer grandes nomes do rock clássico e contemporâneo para a cidade de São Paulo, isso tudo inspirado no livro “On the Road – Pé na Estrada” de Jack Kerouac, lançado em 1957.

A Mercury Concerts, produtora responsável pelo evento cumpriu com a promessa e trouxe a terra da garoa bandas como The Who, Bon Jovi, Aerosmith e Guns N’ Roses além de muitas outras incríveis bandas, separando-as em 4 datas. A MetalConcerts.net esteve presente e contará como foi cada um dos dias.

O último dia do “SP Trip” contou com a presença de três nomes de peso: Tyler Bryant and the Shakedown, Alice Cooper e Guns N´ Roses, marcando um final extasiante para este grandioso festival.

O Alice Cooper, grande ícone, que hoje com seus 69 anos de idade ainda é inspiração para diversos artistas de todos os estilos, iniciou sua apresentação as 18h30, acompanhado de sua incrível banda: Ryan Roxie (guitarra, backing vocals), Chuck Garric (baixo, backing vocals), Glen Sobel (bateria), Tommy Henriksen (guitarra, backing vocals) e a belíssima Nita Strauss (guitarra, backing vocals) chegaram incendiando o palco com a música “Brutal Planet”, sendo muito bem recebidos pelo grande público no Allianz Parque.

A representação artística de Alice Cooper e seu horror show diverte seu público em diversos momentos, passando longe de ser só mais um show de metal, Alice e sua banda trazem um teatro completo com muita fumaça, roupas manchadas de sangue, palhaços e bonecas vivas, simulação de decapitação e o melhor estilo inspirado nos clássicos filmes de Terror da década de 60.

“No More Mr. Nice Guy”, “Under My Wheels” e “Billion Dollar Babies” foram tocadas após a abertura de seu show, com uma virtuosidade contagiante entre todos os integrantes da banda.

Antes de executar a tão aguardada, “Poison”, a bela e enérgica guitarrista Nita Strauss (Ex- Iron Maidens) apresentou o seu solo deixando todos boquiabertos com sua espetacular técnica ao tocar seu instrumento, esbanjando muita simpatia e empolgando muito seus novos fãs, que certamente procurarão saber mais sobre sua carreira. Além do solo de guitarra, o baterista Glen Sobel apresentou também um solo grandioso de bateria, sendo um ponto altíssimo do show.

Após uma apresentação considerada uma das melhores apresentações do “SP Trip”, Alice Cooper finalizou seu show com “I´m Eighteen”, voltando para o bis com o sucesso “School´s Out” que contou com a ilustre presença do ovacionado guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), terminando com a já costumeira "Schol´s Out" contendo o trecho de “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd. Um show memorável!

O nome Guns N´ Roses dispensa qualquer apresentação!
Neste ano, a comemoração foi para os 30 anos do disco de maior sucesso da história do rock, o aclamado “Appetite For Destruction”.
30 anos de história da banda mais perigosa do planeta, marcados por desavenças entre os integrantes, problemas pessoais, processos multimilionários pelos direitos das músicas, e uma reunião entre Axl, Slash e Duff, que rendeu e rende até hoje assunto para a mídia mundial, após mais de um ano de seu anúncio.

Em menos de um ano após sua passagem com esta formação, o Guns N´ Roses retornou ao Brasil para se apresentar no Rio de Janeiro e em São Paulo. Após um criticado show no Rock in Rio, principalmente pela situação crítica da voz de Axl Rose, a apresentação em São Paulo chocou positivamente todos os presentes, onde notou-se uma melhora em sua voz comparado ao show no Rio.

Com um imperceptível atraso de 15 minutos, a grande intro de “Looney Tunes” e “The Equalizer” marcam a abertura explosiva que fica por conta do baixo notável de Duff McKagan onde anuncia os primeiros acordes de “It´s so Easy”, segunda música do repertório do álbum aniversariante, “Appetite For Destruction”, seguida de “Mr. Brownstone”, que faz o delírio do grande público presente.

Sendo fã ou não, é inegável não se sentir emocionado ao ver Axl, Slash e Duff juntos no mesmo palco, fazendo o que fazem de melhor, fazendo história, rock n´roll, e mantendo uma geração de fãs com um sorriso exposto no rosto durante todo o show.

Com um repertório de 31 músicas e mais de 3 horas de show, o Guns apresentou sucessos de toda a carreira, não faltando as clássicas: “Welcome to the Jungle”, “Civil War”, “Sweet Child o´ Mine” e “November Rain”, que contou também com um show por parte do público, onde levantaram balões vermelhos iluminados pelas lanternas dos celulares, fazendo um efeito visual incrível e emocionante aos olhos dos presentes. Também tocaram músicas do álbum lançado há quase 9 anos atrás, “Chinese Democracy”, com algumas adaptações e mudanças por parte de Slash e Duff, e alguns covers como “Wichita Lineman” de Jimmy Webb, “Wish you were here”, do Pink Floyd, e uma homenagem que se tornou fixa no repertório da banda após o falecimento do vocalista Chris Cornell: “Black Hole Sun” do Soundgarden.

Com um público visivelmente cansado, talvez pela quantidade exacerbada de solos e covers, o Guns N´Roses voltou para o bis para executar as baladas de muito sucesso nos anos 90, “Don´t Cry”, e “Patience”, seguida por mais um cover: “The Seeker” do The Who, e finalizando a gigante e completa apresentação com “Paradise City”, com direito a chuva de papel e diversos itens jogados no público pela banda, como o famoso apito usado nesta música, o microfone de Axl Rose, munhequeiras e palhetas confeccionadas especialmente para os shows no Brasil.

O SP Trip marcou o seu término com o Guns N´ Roses e trouxe bandas que pisaram pela primeira vez em solo brasileiro, realizando o sonho de muitos fãs que há tempos esperaram por esse momento. Após 4 dias de um festival incrível, a promessa é ter uma nova edição nos próximos anos, e nós já aguardamos ansiosos por isso.

Agradecimentos a Denise e Simone Catto da Catto Comunicação pela atenção e credenciamento.

Set List Alice Cooper:

Brutal Planet
No More Mr. Nice Guy
Under My Wheels
Billion Dollar Babies
Paranoiac Personality
Woman of Mass Distraction
Poison
Halo of Flies
Feed My Frankenstein
Cold Ethyl
Only Women Bleed
I Love the Dead
I'm Eighteen

Bis:
School's Out

Set List Guns N'Roses:

It's So Easy
Mr. Brownstone
Chinese Democracy
Welcome to the Jungle
Double Talkin' Jive
Better
Estranged
Live and Let Die(Wings cover)
Rocket Queen
You Could Be Mine
New Rose(The Damned cover) (with You Can't Put Your Arms… more )
This I Love
Civil War
Yesterdays
Coma
Speak Softly Love (Love Theme From The Godfather) (Nino Rota cover)
Sweet Child O' Mine
Wichita Lineman (Jimmy Webb cover)
Used to Love Her
My Michelle
Wish You Were Here (Pink Floyd cover)
November Rain
Black Hole Sun (Soundgarden cover)
Knockin' on Heaven's Door (Bob Dylan cover)
I Got You (I Feel Good) (James Brown cover)
Nightrain

Bis:

Don't Cry
Patience
The Seeker(The Who cover)
Paradise City


 

SP Trip - Aerosmith e Def Leppard, Allianz Parque - 24/09/2017

Por Rogério Talarico
Fotos gentilmente cedidas por Camila Cara


Em Abril deste ano, um novo festival nasceu e foi anunciado com o nome de “São Paulo Trip”. A promessa era trazer grandes nomes do rock clássico e contemporâneo para a cidade de São Paulo, isso tudo inspirado no livro “On the Road – Pé na Estrada” de Jack Kerouac, lançado em 1957.

A Mercury Concerts, produtora responsável pelo evento cumpriu com a promessa e trouxe a terra da garoa bandas como The Who, Bon Jovi, Aerosmith e Guns N’Roses além de muitas outras incríveis bandas, separando-as em 4 datas. A MetalConcerts.net esteve presente e contará como foi cada um dos dias.

20 anos após sua primeira e última passagem pelo país, os ingleses do Def Leppard retornaram ao Brasil para 3 apresentações. Pela segunda vez em São Paulo, a banda comandada por Joe Elliot nos vocais, Phil Collen e Vivian Campbell nas guitarras, Rick Allen na bateria e Rick Savage no baixo iniciou sua apresentação com o clássico “Let’s Go”. Da formação clássica, apenas Joe, Phil e Rick Allen estão presentes, mas os outros 2 integrantes estão com a banda desde a década de 90, então tanta convivência causou uma interação impar, no palco.

Falando em palco, o do Def Leppard foi um dos mais bonitos que já presenciei ao vivo. Além da bela iluminação e do costumeiro telão ao fundo do palco dos shows do SP Trip, mais 2 painéis de led ocupavam as laterais do palco, e mostravam letreiros estilo os existentes nas boates da conhecida rua de Hollywood Sunset Blvd., televisores com mensagens, imagens e trechos de músicas que causavam uma ótima impressão para quem assistia a apresentação.

Joe que ainda possui uma boa voz cantou clássicos como “Love Bites”, “Rocket” e “Hysteria” muito bem, e é importante ressaltar o bom trabalho que Rick Allen faz em sua bateria adaptada, pois o excelente músico toca seu instrumento apenas com um braço, devido a um aciente de carro sofrido em 1984, tendo como consequencia a amputação de seu braço.

Os primeiros acordes da guitarra de Phil indicavam o começo do hit “Pour Some Sugar On Me”, que foi a primeira música que levou o público ao delírio, e até algumas garotas levantaram suas blusas e mostraram seus seios, fazendo alusão ao costume da década de 80 dos shows de hard rock. Após 1h10min a banda encerrou sua apresentação ótima com “Photograph”.

Com um atraso de 20 minutos, um a um, os integrantes do Aerosmith Steven Tyler nos vocais, Tom Hamilton no baixo, Joey Kramer na bateria, Brad Whitford e Joey Perry nas guitarras entraram no palco com a agitada “Let the Music Do the Talking”. Sem parar, Steven anunciou elétrica “Love in an Elevator” e logo após o hit “Cryin'”, deixando em êxtase a platéia. Steven e Joey Perry não param no palco, andam e correm de la pra cá, cantam juntos, performam de forma única, possuem uma interação de irmãos no palco.

Perry então assumiu os vocais para executar a costumeira “Stop Messin' Around” seu tributo ao Fleetwood Mac e também “Oh Well”. Se “Crazy” fez todo mundo ficar louco novamente, “I Don't Want to Miss a Thing” fez o público se abraçar e sacar seus celulares para gravar a música que ficou conhecida por ser trilha sonora do filme “Armageddon”, estrelado por Bruce Willis e pela filha de Steven, Liv Tyler.

Com Tyler cantando e brincando com seus companheiros de banda, se pendurando até mesmo em Joey Kramer na bateria, o show continuou apenas com clássicos como “Mama Kin”, “Sweet Emotion” e “Dude (Looks Like a Lady)”.

No retorno do bis, com um piano disposto no palco, Steven iniciou “Dream On”, uma das mais esperadas da noite, que contou até mesmo com fumaça e papel picado. “Walk This Way” indicou então o fim de uma apresentação curta perante ao que o grupo esta acostumado a fazer, porém um show totalmente elétrico e mesmo com muita firula e solos de guitarra não decepcionou em nada. O Aerosmith ainda possui fôlego para mais uns bons anos de estrada. Essa banda é a verdadeira aula do que é o puro e verdadeiro Rock n’Roll.

Agradecimentos a Denise e Simone Catto da Catto Comunicação pela atenção e credenciamento.

Set List Def Leppard:

Let's Go
Animal
Let It Go
Love Bites
Armageddon It
Man Enough
Rocket
Bringin' on the Heartbreak
Switch 625
Hysteria
Let's Get Rocked
Pour Some Sugar On Me
Rock of Ages
Photograph

Set List Aerosmith:

Let the Music Do the Talking
Love in an Elevator
Cryin'
Livin' on the Edge
Rag Doll
Stop Messin' Around(Fleetwood Mac cover)
Oh Well(Fleetwood Mac cover)
Crazy
I Don't Want to Miss a Thing
Mama Kin
Come Together (The Beatles cover)
Sweet EmotionDude (Looks Like a Lady)

Bis:
Dream On
Walk This Way

 

SP Trip - Bon Jovi e The Kills, Allianz Parque - 23/09/2017

Por Rogério Talarico
Fotos gentilmente cedidas por Camila Cara

Em Abril deste ano, um novo festival nasceu e foi anunciado com o nome de “São Paulo Trip”. A promessa era trazer grandes nomes do rock clássico e contemporâneo para a cidade de São Paulo, isso tudo inspirado no livro “On the Road – Pé na Estrada” de Jack Kerouac, lançado em 1957.

A Mercury Concerts, produtora responsável pelo evento cumpriu com a promessa e trouxe a terra da garoa bandas como The Who, Bon Jovi, Aerosmith e Guns N’Roses além de muitas outras incríveis bandas, separando-as em 4 datas. A MetalConcerts.net esteve presente e contará como foi cada um dos dias.

O segundo dia do “SP Trip” foi marcado pela lotacão máxima do estádio – vale a pena frisar que foi o único dia que teve seus ingressos esgotados – e foi capiteneado pelo Bon Jovi com a abertura dos índies do The Kills.

Bon Jovi, renomado cantor americano que ficou mudialmente conhecido por sua beleza e seus hits nos anos 80, retornou ao país para uma série de 3 shows, sendo o último na cidade de São Paulo. Divulgando seu último disco “This House Is Not for Sale” (2016), Jovi abriu sua apresentação com a ótima música de mesmo nome do álbum. Assim como todas as atrações principais do “SP Trip”, Bon também é um ‘hitmaker’ e apresentou o melhor dos seus lançamentos e é claro, suas canções popularmente conhecidas por ‘mela cueca’ como “You Give Love a Bad Name” e “In These Arms”. Mas Bon Jovi também mostrou seu peso em “We Weren't Born to Follow” e “Lay Your Hands On Me”, porém em versões um pouco mais lentas do que as gravadas nos discos, talvez mostrando um leve desgaste físico e vocal.

Um momento marcante do show foi na execução da música “Bed of Roses” em que Jovi chamou uma fã ao palco e beijou-a, além de dançar com ela durante toda a canção, deixando-a náo somente ela como as outras mulheres que estavam alí presentes boquiabertas. Saindo do climão ‘romantico’, Bon Jovi botou fogo em sua apresentação com mais um de seus hits, “It’s my Life”, do álbum “Crush” (2000). Outro fato importante a citar é a interação entre o frontman e seus companheiros de banda, em todo momento ele se comunicava com o guitarrista Phil X, o tecladista David Bryan e o baterista Tico Torres.

Na reta final do show ainda rolou “Have a Nice Day”, “Keep the Faith” e a clássica “Bad Medicine”, com a banda se retirando do palco, após o vocalista apresentar um a um. No bis, contamos com a bela “Always” e é claro o ‘grand finale’ “Livin' on a Prayer”, que foi cantada a plenos pulmões por todo o público. Assim como feito pelo The Who no primeiro dia, Jovi supreendeu a todos e voltou mais uma vez ao palco para executar “These Days”, um presentaço para os fãs paulistas pois a música não foi tocada nas outras 2 datas do cantor pelo país. É inegável que o Bon não possui mais o alcance vocal de outrora mas é incrivel ver como ele e sua banda dão o máximo de sí no palco. Bon Jovi não é apenas um galã da música e um hitmaker, é um showman de primeira.

A abertura da noite ficou a cargo dos norte americanos do The Kills. Formada pela vocalista e guitarrista Alisson “VV” Mosshart e pelo baterista e guitarrista Jamie “Hotel” Hince, a banda teve cerca de 40 minutos para apresentar músicas de sua carreira e também de seu último álbum “Ash & Ice”, lançado em 2016. O estilo das 2 bandas deste dia destoou bastante mas sem dúvidas a banda formada nos anos 2000 conseguiu cativar e aquecer o público, não somente pela qualidade de seu som mas também pela calorosa apresentação de Alisson, que se entrega de corpo e alma no palco. Destaque para a execução de “Baby Says” e para a ultima canção da apresentação, “Monkey 23”.

Agradecimentos a Denise e Simone Catto da Catto Comunicação pela atenção e credenciamento.

Set List The Kills:

Heart of a Dog
Kissy Kissy
Hard Habit to Break
Baby Says
Echo Home
Pots and Pans
Monkey 23

Set List Bon Jovi:

This House Is Not for Sale
Raise Your Hands
Knockout
You Give Love a Bad Name
Born to Be My Baby
Lost Highway
We Weren't Born to Follow
Lay Your Hands On Me
In These Arms
New Year's Day
(You Want to) Make a Memory
Bed of Roses
It's My Life
Someday I'll Be Saturday Night
Wanted Dead or Alive
I'll Sleep When I'm Dead
Have a Nice Day
Keep the Faith
Bad Medicine

Bis:
Always
Livin' on a Prayer

Bis 2:
These Days

 

SP Trip - The Who, The Cult e Alter Bridge, Allianz Parque - 21/09/2017

Por Rogério Talarico
Fotos gentilmente cedidas por Camila Cara

Em Abril deste ano, um novo festival nasceu e foi anunciado com o nome de “São Paulo Trip”. A promessa era trazer grandes nomes do rock clássico e contemporâneo para a cidade de São Paulo, isso tudo inspirado no livro “On the Road – Pé na Estrada” de Jack Kerouac, lançado em 1957.

A Mercury Concerts, produtora responsável pelo evento cumpriu com a promessa e trouxe a terra da garoa bandas como The Who, Bon Jovi, Aerosmith e Guns N’Roses além de muitas outras incríveis bandas, separando-as em 4 datas. A MetalConcerts.net esteve presente e contará como foi cada um dos dias.

Marcado para uma quinta-feira, o primeiro dia do “SP Trip” contou com as bandas The Who, Alter Bridge e The Cult, sendo as duas primeiras inéditas no país. Com a apresentação dos americanos do Alter Bridge marcada para às 18h15min de um dia de semana, com a costumeira caoticidade paulistana neste horário, muitas pessoas ainda estavam chegando na Allianz Parque. Quem alí estava com certeza estava exclusivamente para ver os americanos, na abertura do festival.

Com um palco decorado contendo ao fundo uma estrela com símbolos representando cada um dos cinco discos, a banda formada por Myles Kennedy nos vocais e guitarra, Brian Marshall no baixo, Mark Tremonti nos vocais de apoio e guitarra e Scott Phillips na bateria, sendo os 3 últimos membros fundadores da banda Creed, o quarteto iniciou seu show com a calorosa “Come To Life”. Continuando seu show com a potente “Addicted to Pain”, Myles que é um frontman incrível soltou um “Iae Galera!” no melhor e mais claro português, e contou que estava feliz de finalmente se apresentar no Brasil, após 13 anos de carreira.

É claro que não focaram sua apresentação em seu mais recente lançamento e do álbum “The Last Hero” lançado em Outubro do ano passado apenas foi tocada a pesadíssima “Crows on a Wire”, e os integrantes deram ênfase em canções de toda sua carreira, como quem quisesse mostrar seu cartão de visita e dar ‘boas vindas’ para quem não os conhecia. Se Myles Kennedy é um vocalista e guitarrista muito versátil, Mark Tremonti não fica atrás e em “Waters Rising” mostrou que é um vocalista muito competente também, pois canta esta música com muita paixão, além de uma interpretação única.

Após a pesada “Isolation”, primeiro single  do álbum “AB III”, Myles iniciou os primeiros acordes da cadenciada e longa “Blackbird”, em que Myles e Tremonti interagiam entre si fazendo um solo incrível. Ainda foram tocadas a comercial “Open Your Eyes” que teve um ótimo coro do público no refrão e também a boa “Metalingus” que Myles finalmente largou sua guitarra para interagir com os presentes. Como sempre fazem, a banda fechou sua apresentação com “Rise Today” após 1h de uma apresentação que foi muito bem recepcionada.

As 19h45min os ingleses do The Cult subiram ao palco, já com um público mais representativo dentro do belo estádio. Ian Astbury nos vocais, Billy Duffy na guitarra, Grant Fitzpatrick no baixo, Damon Fox nos teclados e o exímio baterista John Tempesta subiram ao palco ao som de “Wild Flower”. Por ser uma banda clássica, o The Cult possui vários hits e resolveram tocar todos nesta noite. “Rain”, a pesada “Dark Energy”, e “Peace Dog” fizeram bastante barulho mas não o suficiente para alegrar o exigente vocalista, que cobrou mais de uma vez mais ânimo por parte do público, reclamando até dos celulares levantados.

Ian não somente corria de um lado pro outro, como jogava ao seus fãs as pandeirolas que tocava durante o show. O show já chegava próximo ao seu final quando a banda tocou “Sweet Soul Sister”, primeiro hit que levou o público ao delírio! “She Sells Sanctuary” contou com uma marcante interpretação do ótimo Billy Duffy, que tocava sua guitarra com muito ânimo. O show encerrou após 1h10min com “Love Removal Machine” do clássico álbum “Electric”(1987). Após esta data o grupo seguiu para Brasilia, para seu último show desta turnê, no Brasil.

As 21h30min, pela primeira vez após 50 anos de carreira, os britânicos The Who fez seu primeiro show em solo brasileiro. Com apenas 2 integrantes de sua formação original – o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend – a banda veio acompanhada por Zak Starkey na bateria, Pino Palladino no baixo, Simon Townshend na guitarra e vocais de apoio, John Coury e Loren Gold nos teclados, J. Greg Miller e Reggie Grisham nos metais veio apresentar toda sua história e obra para o público paulistano.

Assim como o The Cult, The Who trouxe uma bagagem recheada de hits e logo na primeira canção “I Can't Explain” já mostrou para que veio. Se Pete é um gênio do rock clássico e continua encantando no palco, Roger mostrou uma potência vocal e muita animação logo no início do show. Músicas que marcaram a vida dos mais velhos como “The Seeker”, “My Generation”, “Behind Blue Eyes”, e “Pinball Wizard” foram tocadas como se fosse playback, tamanha a perfeição na execução destas canções e certamente deixaram boquiabertos o público presente. A canção mais recente do The Who que foi executada foi “Eminence Front” do álbuim “It`s Hard” (1982), ficando de fora as canções do último álbum “Endless Wire”, lançado em 2006. Importante frisar a atuação na bateria do monstro Zak Starkley, que já veio ao Brasil acompanhando o Hollywood Vampires, projeto de Alice Cooper em sua apresentação no Rock in Rio de 2015 e é filho do lendário Ringo Starr (ex-Beatles).

A banda que normalmente encerra sua apresentação com “Won't Get Fooled Again”, retornou ao palco 2 vezes após a última música para mais 2 canções: “5:15” e “Substitute”, presenteando o público paulistano e mostrando que ainda possuem muito gás e rock n’roll em suas veias. Que retornem logo para mais e mais shows.

Agradecimentos a Denise e Simone Catto da Catto Comunicação pela atenção e credenciamento.

Set List Alter Bridge:

Come to Life
Addicted to Pain
Ghost of Days Gone By
Cry of Achilles
Crows on a Wire
Waters Rising
Isolation
Blackbird
Open Your Eyes
Metalingus
Rise Today

Set List The Cut:

Wild Flower
Rain
Dark Energy
Peace Dog
Lil' Devil
Deeply Ordered Chaos
The Phoenix
Rise
Sweet Soul Sister
She Sells Sanctuary
Fire Woman
Love Removal Machine

Set List The Who:

I Can't Explain
The Seeker
Who Are You
The Kids Are Alright
I Can See for Miles
My Generation(With "Cry If You Want" Snippet)
Bargain
Behind Blue Eyes
Join Together
You Better You Bet
I'm One
The Rock
Love, Reign O'er Me
Eminence Front
Amazing Journey
Sparks
Pinball Wizard
See Me, Feel Me
Baba O'Riley
Won't Get Fooled Again

Bis:

5:15
Substitute

 

Sons of Apollo divulga videoclipe de “Coming Home”

O supergrupo Sons of Apollo acaba de divulgar o primeiro videoclipe do álbum de estreia “Psychotic Symphony”, que será lançado no Brasil pela gravadora Hellion Records no final de outubro. A banda é formada por grandes músicos como Mike Portnoy (bateria) e Derek Sherinian (teclados), Ron “Bumblefoot” Thal (guitarras), Billy Sheehan (baixo) e Jeff Scott Soto (vocal).

“Psychotic Symphony” foi produzido por Mike Portnoy e Derek Sherinian, dupla conhecida como “The Del Fuvio Brothers”, que é o apelido dado a eles durante os anos de Dream Theater. “Mike e eu trabalhamos em um ritmo implacável no estúdio”, conta Sherinian. “A música é moderna, mas nós temos uma velha alma juvenil. O que é único sobre Sons of Apollo é que nós temos a verdadeiro magia do rock junto com o virtuosismo”, finaliza o tecladista.

Confira o videoclipe de “Coming Home”https://youtu.be/J_1N8kVYfkE

Tracklist de “Psychotic Symphony”:

1. God of The Sun
2. Coming Home
3. Signs of the Time
4. Labyrinth
5. Alive
6. Lost In Oblivion
7. Figaro’s Whore
8. Divine Addiction
9. Opus Maximus

Lembrando que Mike Portnoy, ex-baterista do Dream Theater, se apresentará no Brasil dia 21 de outubro, às 19h, no Carioca Club, em São Paulo, tocando músicas de sua ex-banda após muitos anos. O evento é promovido pela Overload, que recentemente trouxe a banda Animals As Leaders para o Brasil, os gigantes do progressivo Opeth, entre muitas outras.

Para mais informações sobre o show do Mike Portnoy’s Shattered Fortress, clique aqui.

Fonte: TRM Press

 

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