Review: Tales From The Porn – H.M.M.V. (2017)

Por Otavio Juliano

Quem gosta de Hard Rock dos anos 80 e vinha acompanhando toda a cena brasileira e notícias relacionadas ao gênero, talvez tenha lido ou ouvido falar por aí que Stevie Rachelle, responsável pelo portal Metal Sludge e líder do Tuff, havia aceitado participar de um projeto capitaneado por músicos do Brasil.

A coisa toda ganhou forma e saiu do papel em meados de 2014, quando o guitarrista Andy Sun e o baixista Bento Mello (do Sioux 66) decidiram tocar a ideia adiante, tendo recebido o “sim” de Rachelle para ser o vocalista da banda.

Superados os desafios de se gravar um álbum com os músicos morando no Brasil e o vocalista nos Estados Unidos, o debut do “Tales From The Porn”, cujo título é “H.M.M.V.”, abreviação de “Heavy Metal Minha Vida”, saiu do forno ontem, dia 15/09, via Animal Records.

E tudo o que se espera de um bom disco de Hard Rock, especialmente calcado na cena Hair Metal dos anos 80, da qual a avenida hollywoodiana Sunset Strip era a referência, está presente: riffs característicos do estilo, vocal rasgado, refrãos grudentos e letras que remetem a garotas, festas, carros velozes, etc.

A verdade é que “H.M.M.V.” é um arregaço, um disco para o deleite de qualquer fã de Hair Metal que se preze, como este que vos escreve! Basta ouvir os primeiros minutos da faixa de abertura para perceber que algo de diferenciado se encontra neste disco, e não estou falando de algo inovador em termos de música, mas se a proposta era fazer um disco de Hard Rock, os caras tiveram (e muito) êxito nessa empreitada com o “Tales From The Porn”.

Um baita petardo do Hard Rock, que me obriga a escrever algumas rápidas palavras sobre cada uma das canções:

“Back to the 80's”: como disse acima, bastam alguns segundos do riff inicial para se perceber que o álbum promete. Típica música que poderia ter sido lançada em 1987 e teria sido fatalmente um sucesso. Na pegada de “Ratt” e do próprio “Tuff”, banda de Rachelle.

 “Runaway Lovers”: o grito de “oh yeah” na largada nos remete a um som na linha do “Def Leppard” e o que se tem aqui é um Hard Rock com excelentes backing vocals e linhas de guitarras mais pesadas, cheias de distorções.

 “Hot Girls Fast Cars”: uma das minhas preferidas, clássica letra de Hard Rock e com aquela levada própria do estilo, cheia de velocidade. Praticamente a “Kickstart My Heart” do “Tales From The Porn”, em referência à clássica canção gravada pelo “Mötley Crüe”. Não cometa o mesmo erro que eu, de ouvi-la dirigindo, pois o risco de acidente é altíssimo, por conta da empolgação que a música gera...

 “Tales from the Porn”: essa sim a minha preferida. Música que leva o nome da banda, com ritmo mais cadenciado, além de melodia e letras grudentas. O trecho “Hey Motherfucker, You Motherfucker, We Motherfucker” não vai sair da sua cabeça!

 “Perfect Love”: foi difícil chegar até aqui na primeira audição do álbum, pois as quatro canções iniciais soaram tão arrebatadoras, que preferi ficar ouvindo-as repetidas vezes e não partir para quinta faixa do disco, que inclusive já havia sido divulgada antes. Mas “Perfect Love” é igualmente merecedora de elogios, podendo ser considerada a “quase balada” do álbum, ainda que bem agitada também.

 “Girls Wanna Party (In Augusta Street)”: se o disco tivesse acabado na faixa anterior já estaria perfeito, mas a banda consegue dar continuidade ao ótimo trabalho com mais essa música, que lembra bastante o som da nova geração escandinava do Hard Rock, especialmente a banda sueca “Crashdiet”, trazendo uma referência à tradicional Rua Augusta, em São Paulo.

 “Let It Shake”: levada mais bluseira no início que se transforma em mais uma canção com riffs e melodias sensacionais, além de um belo solo na parte final.

 “Danger Zone”: cover da música originalmente gravada por Kenny Loggins, que fez parte da trilha sonora do filme “Top Gun – Ases Indomáveis”, lançado em 1986 e estrelado por Tom Cruise. Embora seja uma típica canção com pegada pop oitentista, o grupo conseguiu adicionar peso nessa versão e o resultado final ficou muito interessante.

 “Scary Movie”: como o próprio nome indica, a introdução traz um ar de filme de terror, lembrando canções como as compostas por “Wednesday 13” (artista solo e vocalista do “Murderdolls”). Talvez seja a que menos empolga do disco todo, mas não por ser ruim, longe disso, mas sim por ter ficado na difícil posição de ser a última faixa de um álbum recheado de pauladas do mais puro Hard Rock dos anos 80.

A intenção não era se alongar tanto no texto, mas um lançamento desse calibre merecia uma atenção especial, ainda mais em se tratando de um disco produzido no Brasil. Se você é fã de Hard Rock, Sleaze Metal, Hair Metal ou Glam, seja qual for o nome de sua preferência para o gênero, faça um favor a si mesmo e vá atrás desse disco, pois é diversão garantida. Podem me cobrar depois. Nota 10.

Vida longa ao “Tales From The Porn” e que venham shows da banda no Brasil.

Banda:

Andy Sun - guitarra
Bruno Marx - guitarra
Bento Mello - baixo
Ed Avian - bateria
Stevie Rachelle - vocal
Igor Godoi – teclado, backing vocals

Track list:

01. Back to the 80's
02. Runaway Lovers
03. Hot Girls Fast Cars
04. Tales from the Porn
05. Perfect Love
06. Girls Wanna Party (In Augusta Street)
07. Let It Shake
08. Danger Zone
09. Scary Movie

 

In Flames lança vídeos promocionais para shows no Brasil

Oito anos após maravilhosa estreia no Brasil, a cultuada banda sueca In Flames, um dos nomes mais venerados e revolucionários do rock/metal mundial dos últimos tempos, anunciou todas as datas da sua tão aguardada turnê promocional do excelente novo álbum “Battles” pela América Latina.

Anders Fridén (vocal), Björn Gelotte (guitarra), Niclas Engelin (guitarra), Joe Rickard (bateria) e Bryce Paul (baixo) parecem estar bastante ansiosos para começarem logo está excursão.

O grupo publicou vídeos para promover principalmente as quatro apresentações no País. Confira nos links abaixo:
19/10 - Music Hall BH - Belo Horizonte
20/10 - Circo Voador - Rio de Janeiro
21/10 - Via Marques - São Paulo
22/10 - Hermes Bar - Curitiba

Apesar da inicial grande procura, ainda há ingressos à venda em todas as capitais. Mais informações de como garantir presença no show mais esperado dos últimos tempos estão disponíveis nos serviços abaixo.

Com uma lista de hits como “Cloud Connected”, “Only for the Weak”, “The Quiet Place”, “Take This Life”, “Pinball Map”, “Trigger”, “My Sweet Shadow”, “Colony”, “The Mirror's Truth”, “Bullet Ride”, “System”, “Clay Man”, “Episode 666”, entre outros, o In Flames se estabeleceu como um fenômeno global.

O novo show celebra 23 anos de sucesso e o bem-sucedido novo álbum “Battles”, que logo na primeira semana de lançamento, estrou nas principais posições no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Suécia Noruega, Finlândia, Austrália, Áustria, Bélgica, França, Espanha, Suíça.

“Battles” foi lançado no dia 11 de novembro de 2016 via Nuclear Blast Records. O 12º disco da carreira do In Flames foi gravado em Los Angeles ao lado de Howard Benson, produtor que já foi indicado várias vezes ao Grammy e trabalhou com Motörhead, Body Count, Sepultura, entre outros.

Formada em 1994, o In Flames é reconhecido como um dos precursores do movimento “New Wave of Swedish Death Metal” – popularmente conhecido como “Gothenburg Metal Sound” – ao lado de At The Gates, Dark Tranquillity e até Soilwork.

Após o lançamento dos álbuns “The Jester Race” (1996), “Whoracle” (1997), “Colony” (1999) e “Clayman” (2000), a banda saiu do anonimato para se tornar um ícone cult da cena heavy metal europeu. No entanto, foi com “Reroute to Remain” (2002), “Soundtrack to Your Escape” (2004), “Come Clarity” (2006), “A Sense of Purpose” (2008), “Sounds of a Playground Fading” (2011) e “Siren Charms” (2014), que o grupo chegou a figurar como o principal expoente do death metal mundial, invadir a capa das principais revistas especializadas e abrir as portas dos grandes festivais da Europa como Waken Open Air, Hellfest, Download, Rock Hard, Sweden Rock fest, dentre tantos outros.

A primeira e única e última passagem do In Flames pelo Brasil, aconteceu no histórico 15 de fevereiro de 2009. O show, sold out, foi considerado um dos melhores do ano. A performance do grupo levou os fãs à loucura ao executarem diversos clássicos da carreira e impressionante performance.

 

Massacration - Tropical Butantã, São Paulo - 26/08/2017

Por Rogério Talarico
Fotos por Bárbara Martins

No último dia 26 foi a vez de São Paulo presenciar a lenda, a única, a mítica, a maior banda de heavy metal de todos os tempos: Massacration! E eles não estavam sozinhos, toda a trupe do Hermes & Renato estavam com eles e o icônico personagem Boça foi o escolhido para receber o público e entreter o início do show.

Com umas “putas piadas boas, Meo”, Boça e seu enorme Nariz não apenas divertiu, como entreteu o publico até mesmo simulando que estava tocando um saxofone no melhor estilo “Kenny G”. A figura somente saiu de cena após o personagem Joselito esbofeteá-lo e retirá-lo do palco. Às 19h, o Deus Metal Detonator nos vocais, Metal Avenger e Red Head Hammet nas guitarras, El Muro no baixo e El Pero Loco na bateria entraram no palco do Tropical Butantã para gravar o primeiro DVD de sua carreira, sendo um marco para a história do rock quiçá da musica mundial.

O hino “Metal is The Law” foi a primeira tocada e empolgou todos os súditos do Massacration. Por ser gravação de DVD, o Deus Metal informou que a banda precisaria refazer a gravação e assim o fez, dando uma chance a quem não tinha animado na primeira execução da música.  Após as boas “Metal Milkshake” com a presença de um cover do Michal Jackson num petardo de “Beat It”, a clássica “The Mummy” começou e também contou com a presença especial, uma antiga múmia ressussitada do Egito e de um caricato cover do Egípcio, vocalista do Tihuana que originalmente canta a canção no álbum. “Cereal Metal” foi executada 2 vezes também, mas desta vez, por problemas técnicos e em “Metal Dental Destruction”, aconteceu uma catástrofe, após um apagão elétrico – Seria Apólo, o Deus da Luz mandando mensagens para o Deus do Metal? -, a banda se retirou do palco por cerca de 10 minutos.

No retorno, já com o incrível e atrasado guitarrista Headmaster no palco, infelizmente a banda deu a notícia de que pela queda de energia, haviam perdido o audio da gravação das primeiras canções executadas. Sem desanimar, continuaram com seu espetácuto musical e de humor. Foram tocadas grandes músicas da carreira da banda como ‘Metal Glu-Glu”, “Evil Papagali”, “Metal Milf” com a presença da Sabrina Boing Boing e as músicas mais esperadas da noite: “Metal Massacre Attack”, que foi ovacionada com o côro “Aruêêêêêêêê Aruôôôôôô” na mais bela invocação do Belzebu e também “Metal Bucetation”, a canção que é um marco na carreira da banda.

O show estava previsto para acabar com esta última canção citada, porém a banda retornou ao palco para agradecer o público e informar que regravariam as 4 primeiras canções perdidas na gravação e assim o fizeram, porém sem a participação da múmia em “The Mummy” pois provavelmente ela teria retornado para o Egito. Após 2h40min de puro metal, fanfarra, palhaçadas – e muitos problemas técnicos –, a épica apresentação que contou com importantes participações especiais se encerrou, com toda a turma do Hermes e Renato agradecendo firmemente todo o seu público pela atenção e paciência naquela divertida noite.

Set List:

Metal Is the Law
Metal Is the Law (Reprise)
Metal Milkshake
The Mummy
Cereal Metal
Cereal Metal (Reprise)
Metal Dental Destruction
The Bull
Metal Glu-Glu
Let's Ride to the Metal Land (The Passage Is R$1,00)
Evil Papagali
Massacration
Metal Milf
Metal Massacre Attack (Aruê Aruô)
Metal Bucetation

Bis:

Metal Is the Law
Metal Milkshake
The Mummy
Cereal Metal

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr. Da The Ultimate Press pela atenção e credenciamento.

 

Anathema Carioca Club, São Paulo - 12/08/2017

Por Rogério Talarico

Com o lançamento do álbum “The Optmist” em Junho deste ano, é claro que os ingleses do Anathema passariam pelo Brasil e assim o fizeram no último dia 12 de Agosto. Com o show começando às 19h, os 3 irmãos Vincent Cavanagh nos vocais, Daniel Cavanagh na guitarra, Jamie Cavanagh no baixo, John Douglas na bateria, Lee Douglas no vocal feminino e o multi instrumentista Daniel Cardoso nos teclados, entraram no palco ao som de “San Francisco” ecoando pelos amplificadores do Carioca Club.

Na introdução de “Untouchable Part 1”, Vincent distribuiu águas e cervejas ao seus fãs que se aglomeravam enfrente ao palco. Após, como costumeiramente fazem, emendou a execução de “Untouchable Part 2”,  levando o público ao delírio.

O grupo fez história mesclando seu som peculiar ao Doom Metal, porém mudou bastante seu estilo musical, fato este comprovado nas músicas de seu recente lançamento que foram executadas nesta noite, como a eletrônica “Endless Ways” em que Lee executou com perfeição suas linhas vocais deixando todos boquiabertos,  e a homônima  e calma “The Optimist”. Ainda mais 2 canções do novo álbum foram executadas mais para o final do show, como “Can’t Let Go” e seu primeiro – e ótimo – single, a faixa “Springfield”.

A banda mostrou que estava em perfeita sintonia e pura felicidade. Além de constantes brincadeiras e muito sorriso entre os integrantes, entre a pausa de uma das canções, Vincent apareceu com uma caixa de morangos em mãos e começou a jogar ao público, com as palavras “É isso que você paga, quando vem ao show do Anathema: você bebe cervejas, come morangos e ainda ouve uma boa música”, dando um ar totalmente descontraído ao show. Antes de se retirar do palco, o grupo ainda executou as boas “Universal” e “Closer”.

No primeiro retorno, tocaram a já citada “Springfield”, além das ótimas “A Natural Disaster” e “Distant Satellites”, com Vincent tocando uma caixa de bateria à frente do palco e, mesmo com problemas técnicos, foi um momento marcante na apresentação devido sua notável expressividade.

Em suas outras últimas passagens pelo país (2013 e 2015), a banda havia focado suas apresentações em músicas de recentes lançamentos. Porém, na reta final da apresentação, presentearam o público com canções dos álbuns “Judgement” (1999) como “One Last Goodbye” que foi cantada pelo Daniel e também “Lost Control”, “Destiny” e “Shroud of False”, contidas no álbum “Alternative 4”, lançado em 1998. Encerraram a apresentação após 1h40min com a habitual ”Fragile Dreams”.

Mesmo tendo mudado seu estilo musical inicial, a banda que possui muita sinergia no palco soube balancear sua apresentação e percorreu por músicas de toda sua carreira, mostrando perfeição nas execuções de faixas antigas e novas, deixando contente cada fã ali presente.

Set List Anathema:

Untouchable, Part 1
Untouchable, Part 2
Endless Ways
The Optimist
Deep
Pitiless
Forgotten Hopes
Destiny Is Dead
Dreaming Light
Can't Let Go
Universal
Closer

Bis:
Springfield
A Natural Disaster
Distant Satellites

Bis 2:
One Last Goodbye
Lost Control
Destiny
Shroud of False
Fragile Dreams

Agradecimentos ao Costábile Salzano Jr da The Ultimate Music pela atenção e credenciamento.

 

Resenha: Mr Big e Geoff Tate - Tom Brasil, São Paulo - 19/08/2017

Por Rogério Talarico
Fotos gentilmente cedidas por Bárbara Martins

Free Pass Entretenimento trouxe ao país 2 renomados nomes do rock mundial: Geoff Tate, vocalista de uma das maiores banda de metal progressivo Queensrÿche e o Mr. Big, renomada banda de Hard Rock, ambos grupos formados nos anos 80.

Geoff Tate, acompanhado dos músicos brasileiros Felipe Andreoli no baixo (Angra), Leo Mancini (Tempestt) e Dallton Santos nas guitarras, Edu Comintato (SOTO) na bateria e Bruno Sá no Teclado, pontualmente às 20h30min, entraram ao palco com as vozes de “I Remember Now” ecoando nas caixas de som do Tom Brasil. A apresentação que veria a seguir prometia a execução do “Operation Mindcrime” (1988), álbum mais conhecido do Queenrÿche, na integra.

Geoff, sempre muito bem vestido, cantou por toda a apresentação com um sorriso no rosto e interagindo com seus músicos, a todo momento. Canções como “Operation: Mindcrime”, “Speak” e “The Mission” foram exaltadas por todo o púbico. Em “Suite Sister Mary”, a soprano brasileira Marília Zangrandi entrou ao palco para executar as partes originalmente cantadas por Pamela Moore, e demonstrou muita competencia e bastante interação com Geoff, durante os mais de 10 minutos que possuem esta canção.

A apresentação seguiu a ordem cronológica do disco, porém os pontos altos do show foram “Breaking The Silence”, “My Empty Room” e a derradeira “Eyes of a Stranger”. Porém, supreendendo seu fiel público paulista, Tate e seus músicos não abandonaram o palco e executaram a bela “Silent Lucidity”, música de mais sucesso do Queensrÿche, encerrando sua apresentação após cerca de 1h10min de puro carisma.

Com 15 minutos de atraso, Eric Martin nos vocais, Billy Sheehan no baixo, Paul Gilbert na guitarra e Matt Starr na bateria,  substituindo o renomado Pat Torpey que foi diagnosticado com Mal de Parkinson em 2015 subiram ao palco, com a casa de shows literalmente lotada. Assim como em sua passagem pelo país em 2015, os músicos não excluíram Pat das apresentações e ele estava presente, fazendo os vocais de apoio e tocando uma caixa com pratos e um meia-lua, mostrando que a banda possui muito apreço pelo exímio baterista.

Para conferir mais fotos e resenha completa, clique aqui.

 

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