Grave Digger - Beco, Porto Alegre - 30/05/2013

por Carol Flores

Com mais de 30 anos de uma sólida carreira na cena metal, o Grave Digger mantém uma base fiel de fãs, alguns deles compareceram ao Beco em Porto Alegre na última quinta, noite de feriado, para conferir o retorno dos alemães à capital gáucha após 10 anos. Mesmo em turnê de divulgação do seu 16º álbum de estúdio, Clash Of The Gods, o grupo também fez um passeio por diversos outros trabalhos mostrando então a força que ainda mantém entre, não só seus admiradores, mas os fãs do metal alemão em geral.

 

Entrando no palco exatamente no horário previsto, uma pontualidade que merece destaque por não ser habitual, ao som da intro Charon (Fährmann des Todes), o tecladista Hans Petter aparece personificando o Reaper, seguido pelos outros membros Chris Boltendahl (vocalista), Axel Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo) e  Stefan Arnold (bateria). A boa Clash Of the Gods seguida por Death Angel & the Grave Digger, ambas do álbum mais recente, foram as primeiras a serem executadas. Sempre fazendo questão de entrar em contato com o público entre as músicas, Chris Boltendahl fala com os gaúchos pela primeira vez relembrando-os que há mais de 10 anos não tocavam por aqui. O show continuou com Hammer of the Scots do álbum The Clans Will Rise Again (2010) e Ballad of a Hangman, música que nomeia o trabalho antecessor da banda lançado em 2009.

 

Em The House e, principalmente, Killing Time os gaúchos fizeram-se presentes acompanhando Chris no vocal neste primeiro hit do aclamado álbum Tunes of War a ser tocado no Beco. Já Medusa retomou a divulgação de Clash of the Gods, com o público, claramente ávido pelos clássicos, aquietando-se um pouco. A certa apatia que os presentes demonstravam com os trabalhos mais recentes do Grave Digger era suplantada pelo entusiasmo com que todos recebiam certas composições icônicas dos alemães como, por exemplo, Excalibur de um dos melhores álbuns da banda de mesmo nome.

 

Knights of the Cross, seguida pela ótima The Round Table, foram os dois pontos altos da noite, demonstrando o carinho que os fãs de Grave Digger têm pelos três álbuns inspirados num conceito medieval (Tunes of War, Knights of the Cross e Excalibur). Entre The Dark of the Sun e Rebellion (The Clans Are Marching), mais duas excelentes músicas do Tunes OF War cantadas aos gritos pelo público, Home At Last fechou a divulgação de Clash of the Gods e encerrou a primeira parte do espetáculo.

 

Retornando sem muita demora para finalizar a noite, Chris introduziu mais três músicas: Highland Farewell e The Last Supper manteram a expectativa dos presentes para a última música da noite, hino absoluto do Grave Digger desde 1984, a aclamada Heavy Metal Breakdown. Após pouco mais de uma hora e meia de uma apresentação notável, sob o coro de vozes gritando "Digger" repetidas vezes, os alemães se despedem dos seus fãs gaúchos com a certeza de terem satisfeito estes após uma longa espera para vê-los.

Setlist

Charon (Fährmann des Todes)

Clash of the Gods

Death Angel & the Grave Digger

Hammer of the Scots

Ballad of a Hangman

The House

Killing Time

Medusa

Excalibur

The Reaper / Baphomet / We Wanna Rock You

Knights of the Cross

The Round Table (Forever)

The Dark of the Sun

Home at Last

Rebellion (The Clans Are Marching)

Encore:

Highland Farewell

The Last Supper

Heavy Metal Breakdown

 

Agradecimentos à produtora Abstratti

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