Mark Farner - Bar Opinião, Porto Alegre - 11/03/2012

por Carol Flores

Nunca antes o Brasil recebeu tantos shows como nos últimos anos. Os fãs que antes ansiavam a vinda de seus ídolos, chegando a esperar anos por uma possível turnê, agora têm até certa dificuldade para escolher em qual evento investir devido a grande quantidade de shows, de diferentes vertentes do rock, que estão sendo realizados no país. Tal situação é ainda mais favorável para aqueles que curtem bandas que já tiveram seu auge há certo tempo. É o caso dos fãs da banda GRAND FUNK RAILROAD, um dos ícones do rock norte-americano nos anos 70, que tiveram a oportunidade de conferir ao vivo seus hits eternizados pela voz de MARK FARNER que veio ao Brasil pela primeira vez este mês. Confira agora a cobertura do show em Porto Alegre, no último dia 11, realizada pela equipe da Metal Concerts.

Agradar um público que tem como ídolos referências do rock tais como Stones, Beatles, Led Zeppelin e a própria Grand Funk Railroad passa longe de ser uma tarefa fácil. É ainda mais difícil encontrar uma banda que realize tamanha façanha e produza um som de qualidade. A banda gaúcha CATTARSE pode ser considerada uma das exceções. Realizou um show de abertura digno de nota, conquistando o então pequeno público que já se encontrava no Bar Opinião.  Pouco tempo no palco foi necessário para ganhar a atenção dos presentes, com suas músicas diretas e pesadas na dose certa. A CATTARSE foi a escolha certa para abrir o show de uma das lendas do rock e merece ser promovida pela qualidade que demonstrou ter. Conheça o som desse trio aqui.


Era chegada a hora que todos esperavam: sem muita demora, Mark Farner e sua banda sobem ao palco do Opinião. Depois de uma breve apresentação, a contagiante “Are You Ready” dá início ao show. Desde já Mark mostra-se animado, mal parando no palco. O público responde tão animado quanto o guitarrista, cantando e até mesmo dançando na pista. A noite segue com “Rock & Roll Soul” e “Footstompin’ Music” que contou com Mark acompanhando Karl Propst nos teclados.

O show continua com o hit “We’re An American Band” e a ótima “Mr. Limousine Driver” com destaque para Lawrence Buckner no baixo contrastando com os riffs de Farner. Em relação aos seus companheiros de banda, Mark reuniu um time de peso: além de Buckner que mantém parceria com Farner há mais de 20 anos, a banda é também formada por Hubert Crawford na bateria (que já trabalhou com outra lenda: James Brown) e o já citado acima Karl Propst nos teclados. Juntos eles conseguem passar hoje toda a grandiosidade e importância que as composições do GRAND FUNK RAILROAD tiveram para a história do rock.

"Paranoid" e "Shinin’ On" foram as próximas, esta última precedida pela linda "Mean Mistreater" com Farner novamente nos teclados mas sozinho no palco.

"Sin’s a Good Man’s Brother" e "Bad Time" vieram em seguida logo antes de outro clássico: "The Locomotion", canção de Carole King de 1962 regravada pela banda em 1974 e que acabou dando visibilidade para a GRAND FUNK RAILROAD inclusive aqui no Brasil.

Mark deixa sua guitarra de lado para interagir mais com o público no cover "Some Kind of Wonderful", famosa música da Soul Brothers Six, na qual divide os vocais com Buckner. "Heartbreaker" fecha a primeira parte do show e todos deixam o palco.

Hubert Crawford retorna sozinho para um solo de bateria que contou com a participação de Propst e do próprio Farner, ambos na percussão. Outro cover é então tocado, "Inside Looking Out" da banda The Animals. Antes de executar a última música da noite, Farner agradece aos presentes pelas mensagens de apoio para seu filho Jesse (que em 2010 sofreu um acidente ficando tetraplégico). "I’m Your Captain (Closer to Home)" fecha a noite, com o quarteto se reunindo para uma rápida despedida e deixando o palco.

Após o show foram vários os comentários elogiando o evento, a maioria deles referente ao talento de Farner que se mantém intacto até hoje. Perder a chance de conferir o trabalho de lendas vivas do rock ao vivo, como é o caso de Farner e também da baxista Suzi Quatro que já tem turnê agendada no Brasil em Maio, está fora de cogitação. Farner não apenas tocou Rock N' Roll, deu sim uma aula completa sobre o tema. Resta torcer para que esta não tenha sido uma oportunidade única e que cada vez mais produtoras invistam em trazer estes grandes nomes que um dia definiram para onde o rock iria seguir.

Setlist

 

Are You Ready

Rock & Roll Soul

Footstompin’ Music

We’re An American Band

Mr. Limousine Driver

Paranoid

Mean Mistreater

Shinin’ On

Sin’s a Good Man’s Brother

Bad Time

The Loco-Motion

Some Kind of Wonderful (Soul Brothers Six cover)

Heartbreaker

Drum Solo

Inside Looking Out (The Animals cover)

I’m Your Captain (Closer to Home)

 

 

Agradecimento especial à Abstratti Produtora

 

 

Agradar um público que tem como ídolos referências do rock tais como Stones, Beatles, Led Zeppelin e a própria Grand Funk Railroad passa longe de ser uma tarefa fácil. É ainda mais difícil encontrar uma banda que realize tamanha façanha e produza um som de qualidade. A banda gaúcha CATTARSE pode ser considerada uma das exceções. Realizou um show de abertura digno de nota, conquistando o então pequeno público que já se encontrava no Bar Opinião. Pouco tempo no palco foi necessário para ganhar a atenção dos presentes, com suas músicas diretas e pesadas na dose certa. A CATTARSE foi a escolha certa para abrir o show de uma das lendas do rock e merece ser promovida pela qualidade que demonstrou. Conheça o som desse trio aqui.

Era chegada a hora que todos esperavam: sem muita demora, Mark Farner e sua banda sobem ao palco do Opinião. Depois de uma breve apresentação, a contagiante “Are You Ready” dá início ao show. Desde já Mark mostra-se animado, mal parando no palco. O público responde tão animado quanto o guitarrista, cantando e até mesmo dançando na pista. A noite segue com “Rock & Roll Soul” e “Footstompin’ Music” que contou com Mark acompanhando Karl Propst nos teclados.

A noite continua com o hit “We’re An American Band” e a ótima “Mr. Limousine Driver” com destaque para Lawrence Buckner no baixo contrastando com os riffs de Farner. Em relação aos seus companheiros de banda, Mark reuniu um time de peso: além de Buckner que mantém parceria com Farner há mais de 20 anos, a banda é também formada por Hubert Crawford na bateria (que já trabalhou com outra lenda: James Brown) e o já citado acima Karl Propst nos teclados. Juntos eles conseguem passar hoje toda a grandiosidade e importância que as composições do GRAND FUNK RAILROAD tiveram para a história do rock.

"Paranoid" e "Shinin’ On" deram sequência ao show, esta última precedida pela linda "Mean Mistreater" com Farner novamente nos teclados mas sozinho no palco.

"Sin’s a Good Man’s Brother" e "Bad Time" vieram em seguida logo antes de outro clássico: "The Locomotion", canção de Carole King de 1962 regravada pela banda em 1974 e que acabou dando visibilidade para a GRAND FUNK RAILROAD inclusive aqui no Brasil.

Mark deixa sua guitarra de lado para interagir mais com o público no cover "Some Kind of Wonderful", famosa música da Soul Brothers Six, na qual divide os vocais com Buckner. "Heartbreaker" fecha a primeira parte do show e todos deixam o palco.

Hubert Crawford retorna sozinho para um solo de bateria que contou com a participação de Propst e do próprio Farner, ambos na percussão. Outro cover é tocado, "Inside Looking Out" da banda The nimals. Antes de executar a última música da noite, Farner agradece aos presentes pelas mensagens de apoio para seu filho Jesse (que em 2010 sofreu um acidente ficando tetraplégico). "I’m Your Captain (Closer to Home)" fecha a noite, com o quarteto se reunindo para uma rápida despedida e deixando o palco.

Após o show foram vários os comentários elogiando o evento, a maioria deles referente ao talento de Farner que se mantém intacto até hoje. Perder a chance de conferir o trabalho de lendas vivas do rock ao vivo, como é o caso de Farner e também da baxista Suzi Quatro que já tem turnê agendada no Brasil em Maio, está fora de cogitação. Farner não apenas tocou Rock N' Roll, deu sim uma aula completa sobre o tema. Resta torcer para que esta não tenha sido uma oportunidade única e que cada vez mais produtoras invistam em trazer estes grandes nomes que um dia definiram para onde o rock iria seguir.

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