Maximus Festival - Autódromo de Interlagos, São Paulo - 13/05/2017

Por: Bárbara Martins

Após sucesso colossal em sua primeira edição em 2016, o Maximus Festival retornou à São Paulo em menos de um ano, trazendo muita diversidade de bandas e público para diversas vertentes do Rock, gastronomia com opções para agradar a todos os gostos e tipos, entretenimento, área lounge com open bar e também a incrível experiência de estar em um festival com o padrão internacional que é a proposta oferecida pela Move Concerts.

Contando com 3 palcos em uma área com mais de 200 mil metros quadrados em Interlagos, o primeiro palco “Thunderdome” contou com as atrações nacionais Nem Liminha Ouviu e Deadfish e também com as bandas de punk/hardcore americano The Flatliners, Pennywise e Rise Against. Já no palco “Rockatansky” tivemos as bandas Oitão (banda do famoso chef de cozinha Henrique Fogaça), Hatebreed, Ghost, Five Finger Death Punch & Prophets of Rage. No palco Maximus, completando o line-up de 15 atrações e mais de 10 horas de música sem parar, tocaram as bandas Red Fang, Bohse Onkelz, Rob Zombie, Slayer e Linkin Park.

Conforme os horários das principais atrações da noite ia se aproximando, mais pessoas foram chegando, marcando a presença de cerca de 40 mil pessoas espalhadas pelo local, em sua grande maioria à frente dos palcos “Rockatansky” e “Maximus” que possuiam uma estrutura sensacional, posicionados lado a lado, finalizando um show e já começando outro na sequência.

A apresentação da banda norte-americana Slayer iniciou-se as 18h20, marcando a presença de palco crua de Tom Araya (baixo e vocal), Kerry King e Gary Holt (guitarras) e Paul Bostaph na bateria. O set-list de muito peso que deu inicio a diversas rodas de bate-cabeça contou com 15 músicas, entre elas: “Postmortem”, “Seasons in the Abyss”, “Black Magic” e o clássico “Angel of Death”, fechando a apresentação destruidora da banda.

Após o Slayer sair do palco “Maximus”, no palco vizinho as luzes foram acesas, apresentando o inicio do projeto e super-grupo americano Prophets of Rage, banda composta pelos três membros do Rage Against The Machine o baixista Tim Commerford, o guitarrista Tom Morello e o baterista Brad Wilk, dois membros do Public Enemy que são o DJ Lord e o rapper Chuck D, e também o rapper B-Real do Cypress Hill.

O repertório compôs faixas do Rage Against The Machine, Public Enemy, Cypress Hill, MC5 e também um cover, a canção “Seven Nation Army” do The White Stripes, que por incrível que pareça foi um dos pontos de maior animação do público. Outro ponto alto ocorreu quando o guitarrista Tom Morello (também ativista político) virava sua guitarra para mostrar um “Fora Temer” escrito em papel e colado nas costas de seu instrumento, recebendo aplausos de muitos fãs presentes.

Em alguns momentos, o show do Prophets Of Rage tornou-se cansativo, demonstrado pelo desânimo e pouco barulho do público, não correspondendo com o mesmo entusiasmo que a banda se apresentava no palco. Com pontos altos e baixos a banda finalizou sua apresentação com a musica “”Killing in the Name”.

Pontualmente, às 21h00, a banda Linkin Park subiu ao palco “Maximus” para atender ao grande público que os esperava. Não dá para negar que o grupo fugiu um pouco do peso do metal em seus últimos trabalhos, trazendo um estilo mais eletrônico e não condizendo nada com o público presente para assistir a banda Slayer que tocou anteriormente neste mesmo palco, fazendo com que fãs do Linkin Park com cerca de 14/15 anos se machucassem nas grandes rodas de pancadaria que o Slayer cria em seus shows.

O set-list do Linkin Park foi bem equilibrado, tocando alguns novos sons do álbum “One More Light” que será lançado dia 19 de Maio pela Warner Bros e também as músicas que os levaram à fama: “One Step Closer”, “Somewhere I Belong”, “Faint”, uma versão inusitada no piano de “Crawling” e o ponto mais alto da noite, a música “In The End”, que levou o público a loucura cantando a primeira parte da música em uníssono, fazendo com que a banda parasse de tocar para ouvi-los, sendo um momento espetacular para a banda que em todo o momento no palco elogiaram os fãs brasileiros, dizendo que são os melhores do mundo.

O Linkin Park finalizou a grande apresentação com 21 músicas, sendo Bleed It Out a última tocada, sem dúvidas, marcando o fim de mais um edição de sucesso do Maximus Festival.

Agradecimentos: Ana Beatriz Coelho da Midiorama pela atenção e credenciamento. 

Fotos: Bárbara Martins Fotografia

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