Pink Floyd Reunion - Tom Brasil, São Paulo - 08/02/2019



Por Rogério Talarico
Fotos por Renan Facciolo

Se alguém me dissesse que presenciou a grandiosa casa de shows Tom Brasil lotada, numa sexta-feira à noite para ver um show tributo, provavelmente eu não acreditaria. Não acreditaria não por ser um show em homenagem e sim visto a quantidade de shows e eventos que estão acontecendo na cidade de São Paulo, na qual fatidicamente o público faz escolhas. Porém a banda “Pink Floyd Reunion” formada em Belo Horizonte surpreendeu e reverteu este quadro esgotando ingressos da costumeira casa, no último dia 08.

Formado por uma banda, orquestra, coral e por um coro infantil, a banda oriunda de bares das noites de Minas Gerais foi audaciosa e pensou grande: Não apenas recrutou o time acima descrito mas decidiu fazer um espetáculo completo, em sincronia com o filme “The Wall” (1982), criado por Roger Waters (vocalista e baixista do Pink Floyd), que conta a vida, desilusões e a loucura do personagem Pink, que perdeu seu pai na segunda guerra mundial.

Com a casa de shows configurada com mesas e cadeiras para dar um melhor aproveitamento ao público devido as atrações audiovisuais, pontualmente às 22h, o grupo composto por mais de 50 músicos adentrou o palco do Tom Brasil. Minunciosamente programado e cronometrado, a banda iniciou sua apresentação em plena sincronia com o filme conforme prometido.

O vocalista Marcelo Cannan e tecladista Raphael Rocha intercalavam vozes assim como Roger Waters e David Gilmour fazem e vale a pena destacar a ótima extensão vocal de ambos os vocalistas, com destaque para a versatilidade e afinação de Marcelo que mesmo em meio a todos os elementos presentes neste concerto, conseguiu ficar em evidência. Outro diferencial é que na banda todos os integrantes fazem mais de uma coisa no palco e até mesmo o baterista Fernando Nigro fez vozes de apoio enquanto tocava seu instrumento, não deixando a apresentação monótona em momento algum.

Dentre as canções do filme, os destaques foram para a ótima execução da calma “Goodbye Blue Sky”, “Mother” que contou com um solo de violino feito pelo **spalla da Fractal Orchestra, “Bring Boys Back Home” com corais afinadíssimos e a aparição de crianças no palco para o coro de “Another Brick in the Wall, Pt. 2” que foi um show à parte.

Exaltados de pé pelo público após “Outside The Wall”, o vocalista Marcelo voltou ao palco com um enorme sorriso no rosto para apresentar toda a banda, orquestra, corais e fez questão de agradecer a todos que fizeram parte do espetáculo direta ou indiretamente. Com o público começando a sair, Cannan resolveu presentear os presentes e fazer um “bis” com as canções que não existem no filme, sendo “Hey You” e “The Show Must Go On”.

Sem dúvidas foi um ótimo espetáculo e quem foi esperando apenas “um filme com uma banda no palco” certamente saiu da casa de shows mais que satisfeito e boquiaberto com tamanha grandiosidade do concerto. Esperamos que a banda consiga levar esta peça para mais lugares do país, pois o grupo inovou e entregou muita qualidade nesta digníssima homenagem ao Pink Floyd.

**N.R: Spalla (em italiano, em português "ombro") é o nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra

Agradecimentos a Mirian Martinez do Tom Brasil pela atenção e credenciamento.

 

Venom Inc - The House, São Paulo - 01/02/2019

Por Leandro Cherutti

Tudo começou há muito tempo, quando na Inglaterra surgiu um movimento que ficou conhecido mundialmente como NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). Este movimento surgiu no final dos anos 70 e início dos anos 80, e logo se espalhou pelo mundo como um vírus, influenciando dezenas, centenas de bandas nos quatro cantos do globo.

Neste período o Reino Unido era um verdadeiro caldeirão borbulhante, onde surgiam bandas a todo momento, muitas se tornaram consagradas, outras não sobreviveram os anos 80 e outras até mesmo nem conseguiram gravar algo, mas dentre tantas bandas que apareceram neste momento, uma em especial conseguiu seu destaque, ganhando evidência no cenário mundial não por sua técnica, mas sim por criar um estilo rápido e muito mais agressivo do apresentado até então, abordando em suas letras temas satânicos, estou me referindo a banda Venom, amada por muitos e odiada por outros. O grupo é considerado o precursor de um dos estilos mais agressivos do mundo, o Black Metal.

Mas vamos ao que interessa, o último dia 1 de fevereiro foi uma data muito especial para os amantes da música extrema, pois tivemos o prazer de receber na capital paulista uma ramificação da banda Venom. Por que ramificação? Ramificação pois o nome original Venom ficou sobre a guarda de Conrad Lant, mas conhecido pelo público em geral como Cronos, e o que recebemos por aqui nesta última sexta feira se chama Venom Inc., que é praticamente o mesmo Venom que tivemos entre 1989 a 1992, formado por Tony Dolan (baixo), Mantas (guitarra) e Abaddon (bateria). O Venom Inc se formou em 2015 sobre o comando deste trio citado acima, mas infelizmente no ano de 2018 Abaddon abandonou o barco, deixando a responsabilidade das baquetas nas mãos do carismático Jeramie Kling.

Foi uma sexta feira típica de verão, muito calor e trânsito, desta forma eu e muitos outros fãs seguimos para o local do evento, alguns de carro, outros de ônibus, metrô, uber, taxi, não importava a forma, o importante era que chegássemos ao local, conhecido hoje como The House, mas que no passado se chamava Hangar 110, uma das casas mais importantes do underground paulistano. Ao estacionar meu carro e sair do estacionamento, tive a primeira surpresa da noite, ao meu encontro veio nada mais nada menos que Tony Dolan, que fez questão de me dar a mão e um abraço, um momento que guardarei para sempre, mas isto não é de se surpreender, até porque ele sempre foi muito atencioso pessoalmente e virtualmente.

Aproximadamente às 21h05 a casa teve seus portões abertos e o público começou a entrar, permaneci do lado de fora, até que às 21h20 chegou uma van de cor prata, ao abrir a porta notei que era os músicos chegando, bom esta foi a deixa para entrar e esperar. Não esperei muito e por volta das 21h35 um a um os integrantes do Venom Inc começaram a subir no palco, levando a galera ao delírio. O trio abriu sua apresentação com a rápida e ótima composição Metal We Bleed, inclusa no álbum Avé, lançado em 2017. O que viria depois era algo impressionante, um enxurrada de clássicos, o primeiro deles ficou por conta de Die Hard, que levantou o público tão rápido quanto um rastilho de pólvora, ocasionando uma explosão de alegria na pista, e este fogo não se apagou, pelo contrário, só foi se intensificando com mais e mais petardos, logo tivemos Welcome To Hell e Live like an Angel (Die like a Devil) ambas do disco que apresentou o velho Venom ao underground mundial. Em seguida os ingleses mandaram uma trinca avassaladora do álbum Prime Evil, nos remetendo a fase em que o “Venom” contava em sua formação com Tony Dolan e Mantas, esta sequência foi encabeçada por Blackened Are The Priests, seguida por Carnivorous e finalizada por Parasite.

Desde o início o baixo de Dolan estava apresentando um pequeno problema, nada que interferisse em peso no espetáculo, mas chegou um momento que o mesmo parou o show e resolveu intervir, pois a equipe técnica estava tendo certa dificuldade para resolver. Neste momento Mantas assumiu o microfone e passou a arriscar algumas palavras em português, logo depois relatou em inglês o problema cardíaco que o quase levou a morte no ano passado e de forma descontraída mostrou a grande cicatriz que ficou em seu peito, sendo ela fruto do procedimento cirúrgico sofreu na ocasião. Sanado o problema do baixo, o grupo seguiu o espetáculo com mais dois importantes hits, Warhead e Don’t Burn the Witch, momento que sem dúvidas ficaram eternizados em cada mente ali presente.

Com quase metade de seu repertório já executado, os músicos voltaram a apresentar mais uma composição do disco Avé, sendo a escolhida a faixa War, que possui uma pegada forte e um riff marcante, finalizando assim o ciclo deste álbum no imponente setlist.

Além da música em si, o que chama muito a atenção para este Venom é o carisma e atenção que os músicos disponibilizam ao público, ora um, ora outro, sempre algum deles está interagindo de forma intimista com a galera, criando desta forma um clima muito descontraído, unindo ainda mais a banda e fãs.

Dando continuidade à segunda metade da apresentação, chegou a hora de Lady Lust injetar uma dose extra de adrenalina no público, que neste momento já havia transformado a pista em uma espécie liquidificador humano. Logo em seguida vieram outros dois mega clássicos, Leave me in Hell do disco Black Metal de 1982, álbum que deu nome à todo a um estilo musical anos depois e na sequência tivemos mais uma da fase Dolan, desta vez, Temples of Ice.

Tudo que é bom acaba rápido, o tempo estava correndo em uma velocidade acelerada, já nos encaminhávamos para a reta final quando chegou um dos momentos mais altos desta apresentação, ocasião em que a faixa Black Metal passou a ser executada, fãs e músicos cantaram juntos a letra, talvez esta deve ser a música mais conhecida do grupo, logo em seguida mandaram outras duas composições do álbum Welcome to Hell, Sons of Satan e Witching Hour, após  tocarem estes dois hinos a banda deixou o palco, dando início a um coro, onde os insaciáveis fãs clamavam por mais, gritando em uníssono o nome Venom! Venom!

O grupo retornou da melhor forma possível, logo de cara mandaram a poderosa Bloodlust, e não ficaram por ai, depois nos presentearam com a maravilhosa e cadenciada In League with Satan e finalizaram esta soberba apresentação com uma de minhas composições favoritas, Countess Bathory, vale a pena ressaltar que esta última possui uma versão ao vivo muito boa sobre a voz de Tony Dolan, encontrada na coletânea In Memoriun de 1991.  
A simpatia dos músicos não ficou somente no palco, depois de sua apresentação Tony Dolan e Kling fizeram questão de receber a cada fã que os abordou, seja para um autografo, uma foto, ou um simples aperto de mão, já Mantas se dirigiu a van que os levariam ao hotel, mas com a mesma simplicidade recebeu cada fã que se aproximou do veículo e solicitou algo. Este trio nos proporcionou uma verdadeira aula de simpatia e humildade em sua mais pura essência.

Setlist:

Metal We Bleed
Die Hard
Welcome To Hell
Live like an Angel (Die like a Devil)
Blackened Are The Priests
Carnivorous
Parasite
Warhead
Don’t Burn the Witch
War
Lady Lust
Leave me in Hell
Temples of Ice
Black Metal
Sons of Satan
Witching Hour

Bis
Bloodlust
In League with Satan
Countess Bathory











 

EKTOMORF - Sesc Pompeia, São Paulo - 08/02/2019

O quarteto de thrash metal Ektomorf enfim se apresentará no Brasil. Após turnês canceladas em anos anteriores, a experiente banda da Hungria se prepara para desembarcar na América do Sul para três shows em território nacional, com produção da No Class Agency.

O giro para divulgar o pesado último disco ‘Fury’ e o recém-lançado single ‘Eternal Mayhem’ começa dia 7/2, no Rio de Janeiro (Teatro Odisseia), com abertura das bandas nacionais Tamuya Thrash TribeMaieutticaControle. Passa também por São Paulo no dia 8/2 (Sesc Pompeia) e termina na cidade paulista de São José dos Campos no dia 9/2 (Hocus Pocus), em ambas as datas com a banda carioca de death metal Lacerated And Carbonized como co-headliner. O Ektomorf ainda toca em Buenos Aires (Argentina) no dia 10/2.

Ao longo de 25 anos, o Ektomorf construiu uma sólida carreira na música pesada e é um nome mundialmente conhecido e respeitado, inclusive com diversos álbuns da extensa discografia lançados no Brasil.

Aliás, a icônica banda brasileira Sepultura, principalmente do início de carreira até o clássico 'Roots', foi por anos a grande inspiração de Zoltan Farkas (guitarra e vocal), o mentor e principal compositor da banda húngara. Hoje, no entanto, o thrash metal recheado de groove do Ektomorf também tem espaço para batidas próximas do death metal e raivosos riffs de outras escolas do heavy metal, clássicas e contemporâneas.

A diversidade funciona – e muito bem! – ao vivo. O Ektomorf é tanto uma banda que compõe e constantemente grava discos, como um agrupamento que coloca o trabalho à prova nos palcos mundo afora, como nos concorridos festivais Wacken, Summerbreeze, With Full Force e Bang Your Head. É quando o peso, o groove e atitude puramente metal deste quarteto húngaro é levado à exaustão em apresentações energéticas e altamente cativantes.

Para esta inédita turnê pelo Brasil e Argentina, o Ektomorf promete um longo repertório especial, com músicas de ‘Fury’ intercaladas aos tantos hits de discos anteriores, como Gypsy, I Know Them, Outcast, Show Your Fist, Black Flag, entre outras.

SERVIÇO

EKTOMORF NO RIO DE JANEIRO
Evento: www.facebook.com/events/1126747380811661
Data: 7 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 19 horas 
Local: Teatro Odisseia 
Endereço: Avenida Mem de Sá, 66 - Lapa 
Ingresso: R$ 40 a R$ 60: https://pixelticket.com.br/eventos/2662/ektomorf-no-rio-de-janeiro

EKTOMORF EM SÃO PAULO
Evento: www.facebook.com/events/338019766793043
Data: 8 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 20 horas 
Local: Sesc Pompeia 
Endereço: Rua Clélia, 93 
Ingresso: R$ 9 a R$ 30: bit.ly/ektomorf-sescpompeia

EKTOMORF EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Evento: www.facebook.com/events/369808197142239
Data: 9 de fevereiro de 2019 
Horário: a partir das 18 horas 
Local: Hocus Pocus Stúdio & Café 
Endereço: Rua Paraibuna, 838 – Jardim São Dimas 
Ingresso: R$ 35 – 50: www.pixelticket.com.br/eventos/3079/ektomorf-e-lacerated-and-carbonized-em-sao-jose-dos-campos

Fonte: Tedesco Comunicação


 

Tributo Pink Floyd Reunion apresenta o clássico “The Wall” no Tom Brasil

No próximo dia 08 de fevereiro, o Tom Brasil recebe o concerto “The Wall – O Filme” apresentado pelo tributo Pink Floyd Reunion, formado em Belo Horizonte e composto por banda, orquestra, coral e coro infantil, totalizando mais de 50 músicos que executarão, ao vivo, a trilha sonora do filme “The Wall”, de 1982.

Enquanto o filme é exibido na íntegra, em uma tela de altíssima resolução que cobre todo o fundo do palco, a trilha sonora é executada ao vivo pelos mais de 50 músicos, de forma totalmente sincronizada com o filme lançado em 1982,

A película é ambientada pelas músicas da histórica ópera-rock “The Wall”, do Pink Floyd, que conta a história de Pink, um roqueiro que perdeu o pai na infância, durante a Segunda Guerra Mundial. Criado pela mãe super-protetora, ele acumula experiências extremas decorrentes de uma vida de “superstar”.

Nas palavras de Marcelo Canaan, líder da Reunion, o espetáculo representa uma experiência multissensorial muito intensa.“Muito além da inquestionável importância do ‘The Wall’ sob o aspecto musical, o impacto que este concerto leva ao público é impressionante. É impossível descrever a sensação de assistir ao filme de forma totalmente sincronizada com a música, que é executada ao vivo, no palco. O público sempre sai emocionado e extasiado.”

Pink Floyd Reunion “The Wall” @ Tom Brasil
Rua Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antônio
Data: 8/02/2019
Horário de início do show: 22h
Horário de abertura da casa: 2h antes do espetáculo
Censura: 14 anos

Bilheteria

PREÇOS

Camarote R$ 160,00
Frisas R$ 140,00
Cadeira Alta R$   80,00
Setor Vip R$ 160,00
Setor 01 R$ 130,00
Setor 02 R$ 100,00
Setor 03 R$   80,00

Capacidade: 1.800 lugares Informações e compra de ingressos:

# BILHETERIAS – Rua Bragança Paulista, 1281 / Chácara Santo Antônio
(Horário de atendimento: segunda a sábado, das 10h às 20h e domingos e feriados, das 10h às 18h)
* Em dias de espetáculo a bilheteria terá seu horário estendido em 30 minutos apos o inicio do show, ou o quanto for necessário.
# COMPRA POR TELEFONE – Ingresso Rápido – Tel: 4003-1212
(Horário de atendimento: segunda a sábado, das 9h às 22h)
(Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners);
# COMPRA PELA INTERNET
www.grupotombrasil.com.brwww.ingressorapido.com.br)
(Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners);
#  PONTOS DE VENDA CAPITAL, INTERIOR E OUTROS ESTADOS
Consultar www.ingressorapido.com.br
Taxa de Compra através da Ingresso Rápido
Compra em ponto-de-venda: 15% do valor do ingresso
Entrega em domicílio Grande São Paulo: R$ 15,00
Entrega em domicílio São Paulo Capital: R$ 10,00
Retirada na bilheteria: R$ 5,00

Duração: Aproximadamente 1h30
Estacionamento: Hot Valet (com manobrista)
Aceitamos dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa, Mastercard, Credicard e Diners)
Não aceitamos cheques
Acesso para deficientes físicos
Ar condicionado

 

Anathema – Carioca Club, São Paulo – 02/02/2018

Por Rogério Talarico
Fotos gentilmente cedidas por
Bárbara Martins

Após quase um ano do último acústico realizado pelo ótimo Daniel Cavanagh no país, o guitarrista retornou ao Brasil acompanhado por seu irmão Vincent Cavanagh e pelo baixista Duncan Patterson para um show em formato acústico celebrando os 20 anos de lançamento do icônico álbum “Alternative 4”, lançado em 1998.

Com a pontualidade britânica, Daniel subiu ao palco às 19h com seu violão na mão e iniciou os primeiros acordes da bela “Springfield”, que é originalmente cantada pela ótima Lee Douglas. Ao término, Vincent Cavanagh apareceu e foi ovacionado. Sorridente, o vocalista cumprimentou seu público e logo no início do show presenteou os fãs com “Untouchable (Part 1)” e “Untouchable (Part 2)”, possivelmente as mais aguardadas da noite. Daniel não apenas tocava e fazia os vocais de apoio como também fazia partes acústicas através do corpo de seu violão, tocava teclado e interagia a todo momento com os fãs, clamando palmas ou atenção.

Após “One Last Goodbye”, a banda convidou Duncan para o palco para tocar algumas músicas do álbum em comemoração, que foi gravado e composto também pelo baixista, antes de sua saída da banda, no mesmo ano de lançamento. Ao todo foram tocadas cinco músicas deste CD, com destaque para “Fragile Dreams”, a curta “Shroud of False” e “Lost Control”. Ducan continuou no palco e juntamente com os irmãos Cavanagh e executou também mais quatro músicas do álbum “Eternity” lançado em 1996, sendo as ‘3 partes’ da música Eternity e bela canção “Angelica”. Antes do trio sair do palco, executaram um cover de “Hope” (Roy Harper).

A banda foi tão rápida no retorno ao palco que não pode nem ser considerado um “bis” da apresentação. Vincent logo pegou seu microfone e sorrindo se desculpou, falando que esqueceram de tocar algumas músicas programadas para o ínico do show e iniciou então “Are You There?” e a sombria “Flying” que teve um ótimo coro feito pelo público, outro ponto alto do show. Com mais 2 tributos a banda finalizou sua apresentação após 1h40min com “Eleanor Rigby” dos Beatles e com uma ótima releitura de “Comfortably Numb” do Pink Floyd.

Sem dúvidas esta apresentação acalentou os fãs mais antigos que além de contar com Duncan, um dos principais compositores dos primeiros álbuns do Anathema, presenciaram o trio executar músicas que pouco são tocadas e em um formato completamente intimista.

Set List:
Springfield
Untouchable (Part 1)
Untouchable (Part 2)
Thin Air
One Last Goodbye
Fragile Dreams
Shroud of False
Lost Control
Destiny
Inner Silence
Eternity Part I
Eternity Part II
Eternity Part III
Angelica
Hope (Roy Harper cover)

Encore:
Are You There?
Flying
Eleanor Rigby (The Beatles cover)
Comfortably Numb (Pink Floyd cover)

 

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