Steve Stevens: muito além do Billy Idol!

Por Otávio Juliano - Junho/2019

Talvez esse nome não lhe traga uma lembrança imediata à mente. Talvez você sequer o conheça (ou sequer saiba que o conhece), mas certamente já o ouviu tocar guitarra, ainda que sem saber de quem se tratava.
O homem por trás da principal composição da trilha sonora do filme Top Gun (no Brasil, “Ases Indomáveis”) e responsável pelas linhas de guitarra de “Dancing With Myself”, famosa canção do Billy Idol, é exatamente ele... Steve Stevens!



(capa da trilha sonora do filme – o nome de Stevens aparece juntamente com Harold Faltemeyer, com quem compôs a canção)

Ficou mais fácil agora? Provavelmente sim. Stevens nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 5 de maio de 1959, sendo iniciado na guitarra quando criança. Demonstrando facilidade para tocar mesmo tendo sofrido um acidente em sua mão direita, o pequeno Steve cresceu e seguiu praticando diariamente.

Em 1979, quando este que vos escreve viria a nascer, Stevens já formava sua primeira banda, a Fine Malibus, alguns anos antes de conhecer o vocalista Billy Idol, fato que mudaria seu futuro para sempre.

Ainda que de nacionalidades diferentes – Idol é inglês e Stevens americano – e donos de estilos antagônicos – Idol veio do Punk Rock e Steve sempre teve um visual mais característico de músicos de Hard Rock – o destino de ambos estaria traçado para sempre e estaria formada uma relação que perdura até os dias de hoje. “Eyes Without a Face”, “Rebel Yell”, “Flesh For Fantasy” e a citada “Dancing With Myself” são alguns dos frutos resultantes dessa parceria Idol/Stevens.


(foto do website http://billyidol.net/steve-stevens/)

“Top Gun Anthem”, a faixa gravada por ele para a trilha sonora do mencionado filme Top Gun o elevou ao status de ganhador de Grammy por “Melhor Performance Instrumental de Pop Music” e chamou a atenção de ninguém menos do que o Rei do Pop, Michael Jackson, por quem Stevens é convidado a gravar as linhas de guitarra para a canção “Dirty Diana”, do multipremiado álbum “Bad” (1987).



Ainda que seu trabalho com Billy Idol tenha sido interrompido durante um período a partir de 1988, Stevens deu sequência à carreira, com lançamentos diversos no mundo do Rock, incluindo um disco autoral, com sua banda Atomic Playboys, em 1989, e um trabalho muito elogiado ao lado de Vince Neil, então ex-vocalista do Mötley Crüe, em 1993.


(capa do álbum lançado por ele ao lado de Vince Neil)

Lá se foram turnês, shows, gravações em parceria com outros músicos e um projeto de canções instrumentais, até que Stevens ressurge em 1999 com o disco solo “Flamenco a Go-Go”, trazendo elementos de música flamenca, Rock e Pop, mesclados com seu estilo virtuoso de tocar.

Versátil, Stevens sempre foi capaz de transitar em diferentes vertentes musicais, mostrando muita qualidade em canções como a faixa-título deste álbum de flamenco e em “Our Man in Istambul”. Ouça-as e tire suas próprias conclusões.


(capa do disco “Flamenco a Go-Go”)

Eu sinceramente nem sei de onde vem toda essa adoração pelo estilo desse talentoso guitarrista, já imensamente reconhecido e celebrado mundialmente. Não me recordo da primeira música que o ouvi tocar ou de um momento exato que justifique tamanha admiração que tenho por Stevens.

Mas isso não importa. Quando olho para trás simplesmente me vejo como um apreciador da obra completa deste guitarrista. Musicalmente falando, desde que me “conheço por gente” eu aprecio a sonoridade e a forma de Stevens mostrar sua arte por meio da guitarra e, racionalmente falando, são muitas as razões para isso. Sua carreira e seu reconhecimento mundial mostram isso.

A bem da verdade é que Steve Stevens consegue cativar fãs e músicos, inspirando e influenciando-os, destacando-se não somente por seus riffs bem elaborados e por sua agilidade ao tocar a guitarra, mas também por sua competência na execução de composições mais lentas, bem como sua versatilidade para mesclar e tocar diferentes ritmos musicais.


(foto do website http://billyidol.net/steve-stevens/)

Minha intenção aqui não é tornar você leitor um fã do Steve Stevens, embora reconheça que ficaria muito feliz em saber que ao menos uma pessoa se interessou em buscar material do guitarrista, após a leitura desse texto. De qualquer forma, fica aqui meu convite para “um passeio” pela carreira de Stevens. Mesmo que você já o conheça dos trabalhos com Billy Idol, eu recomendo fortemente que vá atrás de todo o material lançado por ele. Garanto que fará bem aos seus ouvidos! :) 

 

Scar of the Sun para a MetalConcerts.net: "Fazer música não tem fronteiras, é internacional"

No próximo sábado ocorrerá no The House, em São Paulo o show de um dos mais importantes nomes do atual cenário prog/djent, os ingleses do Monuments. Mas a banda não vem sozinha, eles estão vindo acompanhados pelos gregos do Scar of the Sun e a MetalConcerts.net teve a oportunidade de conversar com o vocalista Terry Nikas que nos concedeu uma entrevista exclusiva falando sobre a cena de metal na Grécia, expectativa para os shows do Brasil e muito mais! Confira abaixo como foi o bate-papo:

MetalConcerts.net: Primeiramente, agradeço pela atenção de vocês! O último álbum do Scar of the Sun foi lançado em 2016 e lançará um novo disco este ano, o que vocês podem adiantar sobre o álbum? Será um disco conceitual ou terão temas diversos?

Terry Nikas: O novo álbum está completamente pronto e estamos finalizando alguns detalhes antes do lançamento. É de longe o nosso mais pesado até agora, se referindo as músicas quanto aos vocais. Nós amamos o procedimento inteiro de fazer isto, pois nós fizemos tudo do nosso jeito. Nós gravamos e mixamos, apenas a masterização foi feita por Jens Bogren (que trabalhou com bandas como Opeth, Sepultura, Katatonia, entre outros).
Como todos os nossos álbuns, a maior parte é um conceito, mas há duas ou três músicas que estão fora do conceito liricamente. O conceito principal, porém, fala sobre as dificuldades econômicas pelas quais nosso país passou, e sobre todos esses partidos que tentaram “ajudar” o país. Ficamos muito zangados com a destruição do nosso país e tivemos que retratar isso de alguma forma. Além disso, algumas músicas falam sobre todos os problemas que uma banda pode passar, então, de certa forma, o conceito é sobre ‘cada dia’.

MetalConcerts.net: Sabemos que o Estados Unidos e alguns países da Europa como Alemanha, Holanda e Suécia são conhecidos por exportar o Metal para o mundo. A Grécia hoje é conhecida hoje pelas paisagens, grandes monumentos e pela comida. Se citarmos o Metal, pela banda Firewind e mais recentemente por vocês que tem conquistado cada vez mais fãs pelo mundo. Qual a sensação e pensamento de vocês em serem representantes do seu páis na cena Metal? Vocês podem dividir um pouco mais sobre a cena do Metal na Grécia, para quem não conhece?

Terry Nikas: Bem, além do Firewind, nós temos algumas bandas incríveis como Septic Flesh, Rotting Christ e Suicidal Angels. Somos conhecidos principalmente pela nossa cena de metal extremo, mas há mais algumas bandas de outros gêneros que têm o potencial de mostrar a Grécia lá fora. Existem mais bandas, a cena na Grécia é enorme em relação ao número de pessoas, mas é bem difícil para uma banda grega conseguir, porque antes de tudo, o país está sob uma crise econômica e as gravadoras, por alguma razão, não acreditam em bandas gregas. Então, a única coisa que podemos fazer é trabalhar duro e insistir até que eles entendam que fazer música não tem fronteiras, é internacional e não importa de qual país você está vindo.

MetalConcerts.net: Como foi o convite para tocar ao lado do Monuments pelo Brasil? Como está a expectativa da banda para o show em São Paulo?

Terry Nikas: Monuments e nós temos o mesmo agente de reservas na América Central e do Sul, então quando nosso agente de reservas começou a falar sobre a turnê, ele nos ofereceu a posição. Nós gostamos da Monuments de qualquer maneira, então aceitamos prontamente. Infelizmente, dois shows foram cancelados no Brasil, inicialmente teríamos um show em Porto Alegre e um em Curitiba também, mas por motivos que estão além do Monuments e de nós, esses shows foram cancelados. Esperamos um grande show em São Paulo, porque antes de tudo, o povo brasileiro é tão vivo, caloroso e amigável. Vocês são muito parecidos com nós (os gregos), na verdade. Depois disso, o line-up do show está realmente ótimo, então faremos o nosso melhor para que todos possam voltar para casa felizes e se divirtam ao máximo!

MetalConcerts.net: Aquela pergunta típica de toda entrevista em um novo país: O que conhecem do Brasil? Tem a curiosidade de conhecer algo por aqui?

Terry Nikas: Bem, nós sabemos muitas coisas sobre o Brasil. Além do fato de ser um país muito bonito, com natureza incrível, praias, garotas e música tradicional, sabemos muito sobre sua religião oficial, o futebol. Nós crescemos assistindo suas equipes ganhando copas do mundo e para nós essa é a principal coisa que vem à mente quando você ouve sobre o Brasil. Depois disso, nós obviamente conhecemos bandas como Sepultura, Angra, Viper, Shaman, Krisiun, Ratos De Porão, etc. Todos nós ficamos muito tristes ao ouvir que há alguns dias, o vocalista André Matos (ex-Angra, Shaman) morreu! Nós éramos grandes fãs de sua música e foi uma grande perda! Um cara tão talentoso e uma voz incrível! Nós ficaremos em São Paulo por cerca de quatro dias, então teremos uma grande oportunidade para conhecer a cidade, mas gostaríamos também de viajar pelo Brasil e ver mais, como o Rio de Janeiro. Espero que da próxima vez possamos tocar em mais lugares e conhecer mais sobre o país.

MetalConcerts.net: Vocês poderiam deixar um recado aos seus fãs?

Terry Nikas: 
Gostaríamos de convidar a todos para vir ao nosso show, se divertir e tomar uma cerveja conosco depois do show. Para nós, é um sonho poder tocar em seu belo país e é uma honra estar aí. Como eu disse antes, faremos o nosso melhor para compartilhar nossa energia e fazer com que todos voltem felizes para suas casas! Vemos vocês lá!

 Abaixo, confira o serviço do show em São Paulo:

SERVIÇO - São Paulo
Monuments (Reino Unido) e Scar Of The Sun (Grécia)
Data: 15 de Junho, sábado
Local: The House (antigo Hangar 110)
Endereço: R. Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro, São Paulo - SP, 01121-010
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/683020348820508/
Vendas: https://pixelticket.com.br/eventos/3733/monuments-scar-of-the-sun

Ponto de venda sem taxa:
Locomotiva Discos (R. Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República, São Paulo)

R$100,00 pista / promocional
R$150,00 mezanino / promocional

Agradecimentos a Iza Rodrigues do MeninaHeadbanger e ao Terry Nikas pela atenção.

 

Perry Farrell lança "Kind Heaven", confira como está o álbum

Por Rogério Talarico

Na última terça-feira a MetalConcerts foi ao escritório da BMG Brasil e teve a oportunidade de ouvir o novo álbum do Perry Farrell intitulado “Kind Heaven” que foi lançado hoje em todas as plataformas digitais. É o primeiro álbum completo que Perry lança em 18 anos.
O exímio vocalista do Janes Addiction e dono do festival Lollapallooza esteve presente através de uma videoconferência no Skype para um rápido bate-papo e adiantou que sua banda solo tocará na próxima edição do festival que acontecerá no ano que vem no Brasil.

O álbum possui 9 canções e mescla rock, pop, música clássica, eletrônica de forma coesa e nada enjoativa. Perry dá ‘as boas vindas’ com “(Red, White, and Blue) Cheerfulness” (2min21seg) que é uma música alegre, dançante e lembra os grandes hits dos Beatles. “Pirate Punk Politician” (2min50seg) começa com um bom solo com muita distorção ‘a la Tom Morello’ e lembra os hits do Rage Against the Machine, sendo uma das mais pesadas deste CD.

“Snakes Have Many Hips” (3min28seg) tem uma pegada blues e mistura rock, pop e é igualmente alegre assim como o restante do álbum e possui elementos como bateria e violino de forma predominante por toda canção. “Machine Girl” (3min36seg) é o single deste álbum e certamente é uma das mais marcantes, com muitos sintetizadores e um pegajoso refrão.

“One” (4min03seg) começa com uma voz computadorizada e é bem dançante, possui riffs de guitarras, sintetizadores e um clássico solo de rock n’roll fechando a canção. “Where Have You Been All My Life” (3min25seg) é uma típica balada de rock alternativo e também possui um refrão marcante que se repete algumas vezes causando aquele ‘efeito chiclete’ na mente, instantaneamente. “More Than I Could Bear” (4min18seg) remete a uma clássica trilha sonora de filme, contendo elementos como piano e uma orquestra que acompanha Perry por toda canção.

“Spend The Body” (3min02seg) é dançante e exceto pelo breve solo de guitarra no final, não tem nenhum outro elemento de rock presente, sendo uma das mais diferentes do álbum. O álbum então finaliza de forma épica com “Let's All Pray For This World” (4min09seg) sendo uma canção que remete esperança ao mundo, outra com muitos elementos como sintetizadores, bateria eletrônica e possui um quarteto de cordas que finaliza este cd de forma bem inovadora.

Neste disco Perry inova, não se prende ao seu passado e faz exatamente o que quer, mostrando todo seu talento fabricando músicas que se encaixam em baladas de rock, pop ou até mesmo em uma novela de televisão. Vale a pena ouvir!

Agradecimentos a Danielle Lage da BMG pelo convite.

 

Slash feat Myles Kennedy and the Conspirators - Espaço das Américas, São Paulo – 25/05/2019

Texto e fotos Por Rogério Talarico

Slash é um nome que dispensa apresentações e até mesmo quem não é amante do bom e velho Rock N’Roll conhece ‘o guitarrista da cartola’. Com uma consolidada carreira no Guns N’Roses, Saul Hudson (como fora batizado) é conhecido por ser um dos mais versáteis guitarristas do mundo, já tendo tocado com ícones que vão de Elton John a Michael Jackson retornou ao Brasil para uma extensa série de 8 shows com seu atual projeto intitulado Slash Featuring Myles Kennedy and The Conspirators.

Essa banda está tão consolidada hoje que não dá nem para ser chamado de projeto paralelo, uma vez que o grupo já possui 5 álbuns com o exímio Myles Kennedy nos vocais sendo 3 deles de estúdio e veio ao Brasil divulgando seu mais recente lançamento, o aclamado “Living the Dream” lançado no final do ano passado.

Convidados pelo próprio Slash, os paulistas da banda República foram os escolhidos para esquentar os shows do Brasil (exceto o show de Porto Alegre que ficou a cargo da banda local Rebel Machine). Capitaneados por Leo Bering, pontualmente às 20h30min subiram ao gigantesco palco do Espaço das Américas para executar canções de seu último álbum, “Brutal and Beautiful”. Bastante conhecidos pelo Brasil, a banda que vem abrindo muitos shows internacionais e participando de festivais renomados como o Rock in Rio é bem animada no palco e esbanja simpatia com o público.  Com uma apresentação de 40 minutos, tocaram canções como “Black Wings”, “Time to Pay” e “Take It”, seu mais novo single.

Formado por Slash e Frank Sidoris nas guitarras, Todd Kerns no baixo, Brent Fitz na bateria e o incrível e versátil Myles Kennedy nos vocais, sem muitas delongas a banda entrou no palco ao som de “The Call of the Wild”, faixa que abre também o novo disco do quinteto. Slash tocando no palco não é apenas um guitarrista, é uma entidade que hipnotiza os olhos de todos que o veem solando e certamente escolheu a dedo cada um dos músicos que o acompanham, visto a sincronia, qualidade e interação da banda no palco.

Do novo disco foram tocadas sete canções, dentre elas as ótimas “My Antidote”, “Serve Your Right” e e calma “The One You Loved is Gone” que foi um dos pontos altos do show, mas certamente as canções mais antigas como “Back From Cali” e a bela “Starlight” que foi extremamente bem executada pelo ótimo Myles Kennedy que animaram o público. Outro ponto forte foi o momento em que o talentoso Todd Kerns assumiu os vocais e incendiou o público cantando duas canções, sendo “We all Gonna Die” e “Doctor Alibi”, originalmente cantadas por Iggy Pop e Lemmy Kilmister, mostrando que não é apenas um bom baixista, mas também um ótimo frontman.

Em meio à solos como o executado no final da canção “Wicked Stone” que durou 15 minutos e deu uma acalmada geral no show, Slash e banda apenas apresentaram “Nighttrain” de sua carreira com o Guns, de certo mostrando que o grupo tem repertório de sobra para não viver apenas do passado e a casa cheia comprovou isso. Após o bis, apenas “Anastasia” do álbum Apocalyptic Love foi executada e contou com mais um curto solo de Slash e, com muita empolgação, o grupo se retirou do palco após ser ovacionado pela plateia.

De fato é um grupo consolidado e que pela presença de palco, composições e por shows lotados pelo mundo todo ainda tem muita história pra contar. Que não demorem para gravar um novo álbum e voltarem ao Brasil.

Agradecimentos a Simone e Denise Catto da Catto Comunicação pela atenção e credenciamento.

Set List:

The Call of the Wild
Halo
Standing in the Sun
Apocalyptic Love
Back From Cali
My Antidote
Serve You Right
Boulevard of Broken Hearts
Shadow Life
We're All Gonna Die
Doctor Alibi
The One You Loved Is Gone
Wicked Stone
Mind Your Manners
Driving Rain
By the Sword
Nightrain
Starlight
You're a Lie
World on Fire

Bis:
Anastasia

 

Resenha "Rammstein", Rammstein

Por Rogério Talarico

Como anteriormente informado, em nossas redes sociais, a MetalConcerts.net teve acesso exclusivo ao novo álbum do Rammstein, que leva o próprio nome da banda. O evento de audição aconteceu no escritório da Universal Music, em São Paulo . O álbum que será lançado dia 17 de maio no mundo todo, foi produzido por Olsen Involtini que já trabalhou anteriormente com a banda nos álbuns “Mutter” e “Reise Reise”. Riffs marcantes, linhas vocais insanas, muitas partes eletrônicas e peso na medida resumem o novo álbum dos alemães, que surpreendem a cada lançamento. Este que vos escreve contará em detalhes, canção por canção, sobre a visão de um dos álbuns mais aguardados do ano.

Na imagem acima a capa de "Rammstein"

“Deutschland” (05:26)
O primeiro single lançado abre o CD e dá “boas vindas” ao que vem a seguir. Com sintetizadores, a música começa seguida por expressivas linhas vocais. Contando um pouco da história da Alemanha, de forma crítica, a música tem várias nuances e permanece quase toda calma, apenas com teclado, sintetizadores e riffs de guitarra até um explosivo e marcante refrão.

“Radio” (04:37)
A segunda canção deste álbum também é o segundo single divulgado pela banda. Também com início eletrônico comandando pelo tecladista Christian “Flake” Lorenz e com riffs de guitarras massantes e repetitivos, a música possui uma grande referência a uma “marcha militar”, um pegajoso refrão além de solos de teclado/sintetizadores e, finaliza com os instrumentos em forma crescente assim como outra canção do grupo, a conhecida “Benzin” do álbum Rosenrot (2005).

Zeig Dich (04:16)
Talvez a mais marcante deste lançamento pela forma surpreendente como inicia, com coral estilo canto gregoriano em meio a alguns riffs de guitarras parecidos com os executados em “Zerstören”, também do álbum Rosenrot (2005). Além de possuir uma notável presença do baterista Christoph Schneider comandando a música, continua com Till Lindemann cantando boa parte da canção com palavras isoladas e um instrumental muito pesado, até finalizar da mesma forma que começou, com coral.

Ausländer (03:52)
A mais dançante do álbum. Com bastante elementos eletrônicos do início ao fim da canção, Lindemann inicia a canção quase que à capella, de forma bem marcante e insana permanece cantando, sendo o ponto alto da canção. É a música que mais tem sintetizadores e menos guitarras e peso do álbum.

Sex (03:56)
Iniciar com teclados e sintetizadores é a ‘marca de introdução’ deste álbum. Com todos os instrumentos entrando juntos, a música permanece no mesmo ritmo até que Lindemann convida quem está ouvindo para transar ao som de um refrão frenético. Com algumas risadas insanas e mais teclados, termina com Till brandando a palavra “Sex”.

Puppe (04:33)
Assim como “Spieluhr”, do álbum Mutter (2001), esta inicia-se com Till cantando de forma calma. De forma crescente tanto voz e instrumental levam o ouvinte a uma ambientação mais sombria, densa, agressiva, sendo para mim o ponto alto do CD. Com um soturno refrão e linhas de baixo extremamente audíveis, termina ao som de um calmo teclado.

Was Ich Liebe (04:30)
Com uma pesada bateria, sintetizadores eletrônicos e linhas vocais tênues a música provavelmente é a mais cadenciada do álbum e se mantem de uma unica forma por quase toda canção. Possui algumas repetições da primeira estrofe da música e uma pequena paralisada no som dos instrumentos antes de findar ao som de uma gaita.

Diamant (02:33)
Ao som de acordes de violão, Till recita os versos da canção com um tom sombrio e triste. Certamente a mais calma e pode ser considerada a “balada” do CD, além de ser a mais curta.

Weit Weg (04:19)
Após a calmaria da canção anterior, “Welt Weg” retoma o clima do álbum. Ritmada, possui linhas vocais compassadas, assim como o instrumental que se mantem constante, sem muitas viradas durante a música. Termina de forma semelhante a outro hit do grupo: a conhecida “Mein Herz Brennt” (Mutter, 2001).

Tattoo  (04:10)
Com riffs marcantes de guitarra e bateria, retoma o êxtase do início do álbum. Linhas vocais expressivas e com um caótico, pesado e conturbado refrão, possui uma ótima sequência de baixo executado por Oliver Riedel. O ápice da canção acontece no final, com as fortes linhas vocais de Till.

Hallomann (04:09)
Inicia com o baixo de Oliver e Till cantando calmamente. Christoph, então, com sua bateria dita um novo ritmo para ela, mudando totalmente sua cadência e direção da canção, transformando-a praticamente e outra. A música possui um refrão épico e finaliza de forma única com teclados de Flake e com um coral solfejando um trecho da canção.

“Rammstein” é mais uma obra prima executada por essa banda que já possui 25 anos de história e mais de 20 milhões de discos vendidos no mundo, digna de uma espera de 10 anos sem lançar um álbum de estúdio. Bem trabalhado, “Rammstein” não inovou e manteve a essência dos alemães e certamente agradará todos os fãs que não veem a hora da próxima sexta-feira chegar.

Agradecimentos à Jennifer Mello da Universal Music Brasil pelo convite e atenção.

Como anteriormente informado, em nossas redes sociais, a MetalConcerts.net teve acesso exclusivo ao novo álbum do Rammstein, que leva o próprio nome da banda. O evento de audição aconteceu no escritório da Universal Music, em São Paulo, anunciando o lançamento mundial no dia 17 de maio de 2019. O álbum “Rammstein” contou com a produção de Olsen Involtini, que trabalhou anteriormente com a banda nos álbuns “Mutter” e “Reise Reise”. Riffs marcantes, linhas vocais insanas, muitas partes eletrônicas e peso na medida resumem o novo álbum dos alemães, que surpreendem a cada lançamento. Este que vos escreve contará em detalhes, canção por canção, sobre a visão de um dos álbuns mais aguardados do ano.

“Deutschland” (05:26)

O primeiro single lançado abre o CD e dá “boas vindas” ao que vem a seguir. Com sintetizadores, a música começa seguida por expressivas linhas vocais. Contando um pouco da história da Alemanha, de forma crítica, a música tem várias nuances e permanece quase toda calma, apenas com teclado, sintetizadores e riffs de guitarra até um explosivo e marcante refrão.

“Radio” (04:37)

A segunda canção deste álbum também é o segundo single divulgado pela banda. Também com início bem eletrônico comandando pelo tecladista Christian “Flake” Lorenz e com riffs de guitarras repetitivos, a música possui uma grande referência a uma “marcha militar”, um pegajoso refrão além de solos de teclado/sintetizadores e, finaliza com os instrumentos em forma crescente assim como outra canção do grupo, a conhecida “Benzin” do álbum Rosenrot (2005). 

Zeig Dich (04:16)

Talvez a mais marcante deste lançamento pela forma surpreendente como inicia, com coral  estilo canto gregoriano em meio a alguns riffs de guitarras parecidos com os executados em “Zerstören”, também do álbum Rosenrot (2005). Além de possuir uma notável presença do baterista Christoph Schneider comandando a música, que continua com Till Lindemann cantando boa parte da canção com palavras isoladas e um instrumental muito pesado, até finalizar com mais corais.

Ausländer (03:52)

A mais dançante do álbum. Com bastante elementos eletrônicos, Lindemann inicia a canção quase que à capella e de forma bem marcante e insana permanece cantando, sendo o ponto alto da canção. É a música que menos tem guitarras e peso do álbum. 

Sex (03:56)

Iniciar com teclados e sintetizadores é a ‘marca de introdução’ deste álbum. Com todos os instrumentos entrando juntos, a música permanece no mesmo ritmo até que Lindemann convida quem está ouvindo para transar ao som de um refrão frenético. Com algumas risadas insanas e mais teclados, termina com Till brandando a palavra “Sex”.

Puppe (04:33)

Assim como “Spieluhr”, do álbumMutter (2001), esta inicia-se com Till cantando de forma calma. De forma crescente se torna densa, pesada, sombria e agressiva, sendo para mim o ponto alto do CD. Com um soturno refrão e o baixo extremamente timbrado, termina com teclados .

Was Ich Liebe (04:30)

Com baterias, sintetizadores e linhas vocais tênues a música começa uma cadência mais marcante do álbum . Possui algumas repetições da primeira parte e uma pequena pausa antes de acabar ao som de uma gaita. 

Diamant (02:33)

Ao som de acordes de violão, Till recita os versos da canção com um tom sombrio e triste. Certamente a mais calma e pode ser considerada a “balada” do CD, além de ser a mais curta.

Weit Weg (04:19)

Após a calmaria da canção anterior, “Welt Weg” retoma o clima do álbum. Ritmadas, as linhas vocais, assim como o instrumental, são constantes durante a música.  Termina de forma semelhante a outro hit do grupo: a conhecida “Mein Herz Brennt” (Mutter, 2001).

Tattoo  (04:10)

Com riffs marcantes de guitarra e bateria, retoma o êxtase do início do álbum. Linhas vocais expressivas e com um caótico e conturbado refrão, possui uma ótima sequência de baixo executado por Oliver Riedel. O ápice da canção acontece no final, com as fortes linhas vocais de Till.

Hallomann (04:09)

Inicia com o baixo de Oliver e Till cantando calmamente. Christoph, então, com sua bateria dita um novo ritmo para ela, mudando totalmente sua cadência. A música possui um refrão épico e finaliza de forma única com teclados de Flake e corais solfejando um trecho da canção.

“Rammstein” é mais uma obra prima executada por essa banda que possui 25 anos de história e mais de 20 milhões de discos vendidos no mundo. É um lançamento digno de uma espera de 10 anos sem lançar um álbum de estúdio. Bem trabalhado, “Rammstein” não inovou e manteve a essência dos alemães e certamente agradará todos os fãs que não veem a hora da próxima sexta-feira chegar.


 [BAM1]Não entendi muito o que vc quis descrever aqui.

 [BAM2]Não seria coral?

 [BAM3]Eu fiquei intrigada que vc acha que é a mais dançante, e falou que o cara canta à capella. Não teria mais nada pra falar da música?

 [BAM4]Poderia colocar um adjetivo aí..pra dar o feeling do som do teclado

 [BAM5]Só foi uma ideia...pra mudar a forma de introdução e a palavra inicia

 [BAM6]Achei que ficou um pouco vago

 

 [BAM7]Foi o que eu entendi do que vc tinha escrito...fiquei um pouco confusa..
e me deixa um pouco confusa iss de vc se referir a ritmo...não tem como ter ideia nenhuma do tipo de ritmo...sei que é complicado! rs


 

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